Sem há cem

Ontem, sexta-feira, 30 de agosto. Completei cem dias sem cigarro. Período ainda curto, sei disso. Foram cerca de cinco ou seis anos de vício em nicotina. Ela ainda está em mim, é verdade. Penetra no organismo através de um adesivo que grudo na pele todas as manhãs. Minha mulher pensa que aquele pedacinho de plástico é puro efeito placebo, mas sigo fiel a ele – ainda que não mais de forma compulsiva. Tal qual as caixas de Tic Tac, que meu pai me aconselhou ter por perto, vide o que ele mesmo fez quando largou o vício depois de mais ou menos trinta anos. Enfim. O que importa é que parei. Um velho colega tinha razão: fumar é bom; parar de fumar é ainda melhor.

É proibido fumar

Decidi abordar o assunto, desvirtuar do tópico central da coluna e iniciar o texto com este tema por razão muito simples: os benefícios imensos de tal decisão. Que ficam e ainda ficarão mais palpáveis com o passar do tempo – já me vejo sorridente em mais um terrível verão escaldante, sem precisar trocar a sala climatizada pelo alcatrão. Se uma, tão somente uma pessoa, resolver meramente pensar de forma mais séria a respeito ao ler o que escrevo aqui, já terá valido à pena. Em tempo: afasto o tabagismo do meu cotidiano com a ajuda de um tratamento via SUS, gratuito. Se você fuma, faça um bem a si mesmo e procure o dr. André Puglia tão logo possível.

Faces

O cigarro é uma face legalizada e socialmente aceita da famigerada tríade Sexo, Drogas e Rock’n’Roll – mais tarde atualizada para Aids, Pop, Repressão por João Gordo e os Ratos de Porão. Ainda que o cerco a seu consumo seja cada vez mais intenso – não por acaso, o que fica bem nítido ao consumidor quando ele enfim se afasta do produto. A mudança é tamanha a ponto de forçar gigantes mundiais da indústria, como British American Tobacco e Philip Morris, a se adaptar e pesquisar com afinco novas possibilidades de produtos, que sejam capazes de manter seus negócios vivos.

Relevância

Nada como o tempo, afinal. Que se encarregou de mostrar os resultados perversos do consumo de certas substâncias e lhes arrancar o charme quase lascivo de outrora. Tal qual fez com o rock. Com o passar dos anos, as pessoas notaram que sujeitos mascarados, maquiados, tatuados e/ou de cabelo comprido não são ameaças à ordem e à paz da sociedade. O gênero foi atingido no seu calcanhar de Aquiles: perdeu seu poder de chocar o grande público – hoje, governos fazem isso como ninguém. Apenas o sexo se mantém relevante. E isso me faz pensar que talvez a falta dele seja responsável por certas ideias e atitudes grotescas que vemos por aí, mas hoje não é dia para polêmicas.

Três acordes

# O Celta Pub já colocou nas redes sociais sua campanha para divulgar o Half St. Patrick’s Day, uma edição fora de época da tradicional festa irlandesa que tem ganhado adeptos ano a ano no Brasil.

# O festerê acontece no dia 28 de setembro no Parque do Chimarrão e já há uma excelente notícia: a confirmação da banda Lord Rock, de Cruz Alta, que executa um tributo primoroso a ninguém menos que o inigualável Led Zeppelin.

# Os ingressos já estão à venda no próprio bar, na rua Júlio de Castilhos, com direito a uma modalidade de tíquete que busca e leva de volta o cliente na própria casa. Nem tudo está perdido na terra da Bíblia gigante.

Deixe um comentário

Digite seu comentário
Digite seu nome