Desentendimento

O vereador Tiago Quintana (PDT) e o ex-secretário de Cultura e Esportes, Henrique Silva (PSB) – que exerce cargo em comissão na pasta -, se desentenderam. Na sessão da Câmara de segunda-feira, 10, ao criticar o prefeito Giovane Wickert (PSB) pela falta de medicamentos na Farmácia Municipal, o parlamentar afirmou que o governo é incompetente para fazer estoque de remédios, mas não vê problema em recontratar CCs que serão candidatos para que façam caixinha para a eleição. Mesmo que não tenha tido o nome citado, Silva rebateu a declaração no Facebook, por meio de um vídeo no qual pede retratação de Quintana, além de dizer que o vereador, quando foi chefe de gabinete no governo de Airton Artus (PDT), assumiu como secretário de Governo para aumentar a remuneração. Quintana disse que a intenção não era ofender, mas o ex-secretário se ofendeu e afirmou que espera um pedido público de desculpas.

PPP COM A CORSAN

Prefeito Giovane Wickert (PSB) está só esperando a aprovação do Marco Legal de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), no Senado, para enviar à Câmara de Venâncio Aires um projeto que prevê a repactuação do contrato com a Corsan. Ele sustenta que o aumento do prazo de vigência – de 25 para 30 ou 40 anos – trará benefícios para a Capital do Chimarrão. Cita pelo menos R$ 22 milhões de recursos extras para investimentos pela cidade. Entre as ações, quer pavimentar a avenida Ruperti Filho e criar uma ciclovia junto aos canteiros da avenida.

CPF NO COMÉRCIO

Vereadores de oposição criticam a necessidade de informação do CPF em estabelecimentos comerciais de Venâncio Aires, em razão do controle relacionado ao coronavírus. Sid Ferreira (PDT) afirmou que “as pessoas já têm pouco tempo para fazer uma refeição, aí demora ainda mais até todo mundo passar o CPF”. Outro pedetista, Ciro Fernandes comentou que não se sente seguro em informar o número do seu documento: “Quando vê a Polícia tá me chamando pra depor por algo que fizeram com o meu CPF”. Também do PDT, Tiago Quintana declarou que o aplicativo que está sendo usado pela Prefeitura para controle do vírus não tem eficácia comprovada. “Com relação à obrigatoriedade, penso que é uma forma de utilizar um sistema que não convenceu ninguém. Acontece que, mais uma vez, quem paga essa conta é o pequeno empresário. Bares e restaurantes já sofrem com um grande número de restrições e queda de movimento e agora precisam deixar um funcionário exclusivo na porta com a tarefa indelicada de exigir o CPF de todos os clientes”, destacou.

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