Rech pode desistir de concorrer

Durante a semana, enviei mensagem ao pré-candidato a deputado estadual pelo PSC de Venâncio Aires, Chico Rech, para saber como andava a pré-campanha. Tinha ouvido rumores de uma possível desistência e também notei que ele estava meio ‘sumido’. “Tua percepção faz sentido, tirei um pouco o pé”, respondeu. Ele comentou que estava cumprindo roteiros e havia estado, recentemente, em Cachoeira do Sul, para fazer parte da recepção ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (Republicanos), que visitou a Fenarroz.

No entanto, nos últimos dias, segundo Rech, as atividades esfriaram. O motivo? Roberto Argenta, pré-candidato do PSC ao Governo do Estado, anunciou uma provável coligação com o Solidariedade, o que teria desagradado não apenas o venâncio-airenses, mas muitos outros correligionários. “Essa questão partidária peculiar atravessou o caminho. Optei pelo PSC por tudo que representa, porque sempre foi fiel ao governo do presidente Jair Bolsonaro. A nível de estado era Onyx ou Heinze, mas ficamos sabendo desta novidade. Aí literalmente caiu a casa”, disse.

Rech argumentou que as nominatas do PSC para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa estavam completas, mas que a decisão de parceria com o Solidariedade pode mudar o cenário da convenção. “Esse partido, aqui no Rio Grande do Sul, tem Paulinho da Força, Claudio Janta e uma série de sindicalistas. O anúncio desagradou muito e deu estresse”, afirmou, acrescentando que não vai mudar o discurso que sempre teve. “Sou independente, tanto financeiramente quanto no que se refere à opinião. Gosto de ter autonomia e manter o meu discurso. Aí me desestabilizou. Bagunçou tudo. Já assumi vários partidos em Venâncio e tem coisa que eu não engulo mais na política. Tu te desmotiva ao natural com um cenário desses e é difícil de conviver”, desabafou. Apesar do tom, garantiu que a pré-candidatura está mantida.

‘Esquecimento’ provoca revolta

A chiadeira tem sido geral na Câmara de Vereadores por conta da falta de convites do Executivo para inagurações, atividades políticas e sociais e reconhecimento de parlamentares que destinam emendas para a Capital do Chimarrão e não são lembrados nos atos. Antes, era só a oposição que se queixava, mas nos últimos tempo, até o presidente da Casa, Benildo Soares (Republicanos), demonstrou descontentamento por não ser lembrado para solenidades, agendas e compromissos.

Voltando à oposição, a reclamação mais recente foi do vereador André Kaufmann (PTB), que promete encaminhar até uma Moção de Repúdio ao prefeito Jarbas da Rosa (PDT), por não ter, segundo ele, agradecido o deputado federal Marcelo Moraes (PTB) por recursos enviados a Venâncio Aires e que vão viabilizar, entre outras obras, a do lado direito do Calçadão. “É uma vergonha, uma grande cara de pau”, disparou Kaufmann.

Rapidinhas

• Presidente da Câmara de Vereadores de Venâncio Aires, Benildo Soares (Republicanos), enviou material, no início da noite desta sexta-feira, 8, que mostra que o seu partido foi o que mais cresceu no Rio Grande do Sul. Por aqui, comenta-se que a sigla pode perder alguns filiados, entre eles o ex-vereador Zé da Rosa, atual secretário de Cultura e Esportes. Por outro lado, a legenda ‘namora’ com o vereador Clécio Espíndola, o Galo (PTB).

• Em mais de 20 anos trabalhando na área do Jornalismo, nunca vi um jornal impresso abrir tanto espaço para os candidatos da cidade, sem qualquer distinção. Desde 2014, quando cheguei a Venâncio Aires, acompanho a disponibilização de páginas da Folha do Mate para publicação das atividades de campanha. Isso, de certa forma, levou à profissionalização das candidaturas, porque o único requisito é que cada um envie textos e fotos.

• Vereador Diego Wolschick (PTB) garantiu, na sessão semanal do Legislativo, realizada na segunda-feira, 4, que as obras de pavimentação dos dois trechos da ERS-422, em Vila Deodoro, estão paralisadas. Ele pediu que a Administração tome providências em relação ao assunto. O líder de governo na Casa do Povo, Gerson Ruppenthal (PDT), que é desafeto declarado de Wolschick, afirmou que o prefeito Jarbas da Rosa e o secretário de Planejamento e Urbanismo, Gustavo Von Helden, tratam a questão como prioridade.

• Com a proximidade das eleições gerais, que ocorrem em outubro, se intensificam os comentários sobre adversários locais que poderão estar em ‘palanques’ iguais, em razão das candidaturas estaduais e federais. E isso também começa a gerar apostas de quais casacas irão virar e de possíveis ‘traições’ ali na frente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques