Dia do Pajador Gaúcho homenageia o missioneiro Jaime Caetano Braun

O dia 30 de janeiro é comemorado, no Rio Grande do Sul, o Dia do Pajador Gaúcho. A data é reconhecida por lei estadual n° 11.676/2001.

A data presta homenagem ao mais importante entre os pajadores, Jayme Caetano Braun.  Ele que Bossoroca, antes Timbaúva, então distrito de São Luiz Gonzaga, há 96 anos.  Ele é considerado o patrono do Movimento Pajadoril, surgido a partir do ano de 2001. Faleceu no dia 8 de julho de 1999.

Considerado um ícone da música tradicionalista gaúcha, tem seu nome em ruas, praças e principalmente em Centros de Tradições (CTGs) no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. É considerado o patrono do Movimento Pajadoril no Brasil.

Tornou-se um autodidata, principalmente, nos assuntos da cultura sulina e remédios caseiros. Ele afirmava que “todo missioneiro tem a obrigação de ser um curador”.
Foi membro e co-fundador da Academia Nativista Estância da Poesia Crioula, no final dos anos 50, na capital gaúcha

Jaime Caetano Braun trabalhou publicando poemas em jornais como ‘O Interior e A noticia’ (de São Luiz Gonzaga), também em programas radiofônicos e como funcionário público no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado e na Biblioteca Pública do Estado, aposentando-se em 1969.


SAIBA MAIS

Pajador é o trovador que recita a pajada, uma forma de poesia improvisada, ou não, com estrofes de dez versos e acompanhamento do violão. Além do Rio Grande do Sul, o estilo é encontrado, sobretudo, na Argentina e no Uruguai (a payada) e no Chile (paya). Em espanhol, seu intérprete é o payador.


 

Curiosidades…

Uma das curiosidades sobre sobre Jayme consta que ele usou de suas pajadas como propagandas de campanha política em palanques de comício, como por exemplo ‘O Petiço’ fala de Getúlio Vargas, ‘O Mouro do Alegrete’, fala de Ruy Ramos, que também foi ligado ao tradicionalismo e lançou Jayme Caetano Braun como pajador, no 1º Congresso Tradicionalista do Rio Grande do Sul, em 1954.

Família e política…

Casou duas vezes, em 1947 com Nilda Jardim, e em 1988 com Aurora de Souza Ramos. Teve três filhos, Marco Antônio e José Raimundo do primeiro casamento, e Cristiano do segundo. Anos mais tarde participaria das campanhas de Leonel Brizola e João Goulart e Egidio Michaelsen, e em 1962 concorreria a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo PTB, ficando como suplente.

Obras literárias e discos

Livros de poesias: Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966), Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978), alusivo à Revolução Farroupilha.

Em 1990 lança Pajador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita. Publicou ainda um dicionário de regionalismos, “Vocabulário Pampeano – Pátria, Fogões e Legendas”, lançado em 1987.

Discos: Payador, Pampa e Guitarra de Noel Guarany (convidado especial) (1974), Payador (1983), A volta do payador (1984), Troncos Missioneiros (juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça) (1987), Poemas Gaúchos (1993), Payadas (1993), Paisagens Perdidas (1994), Jayme Caetano Braun (1996), Acervo Gaúcho (1998), Êxitos 1 (1999), Êxitos 2 (2000), Payada, Memória & Tempo (2006), Payada, Memória & Tempo Vol. 2  e Payada, Memória & Tempo Vol. 3 (2009) que foram resgates do acervo de Jayme.

Fonte: Portal das Missões


 

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