Infecção hospitalar

De tempo em tempo as pessoas voltam a abordar este tema tão complexo. Comenta-se sobre fatos relacionados a infecção hospitalar, suas causas e suas consequências sobre os pacientes internados e assim por diante. É também com muita rapidez que se costuma encontrar culpados pela sua ocorrência. Apontam-se médicos, funcionários do hospital ou a própria instituição como os grandes causadores deste mal.

Na verdade, precisamos diferenciar os dois tipos básicos de clientes dos hospitais. Temos aqueles que realmente apresentam um quadro clínico grave e que necessitam de tratamento em uma instituição de saúde. Mas há também aqueles “doentes”, que clinicamente não tem lá problemas tão complicados, mas que, ainda nos dias de hoje chegam na porta do hospital com sua “sacolinha” e prontamente informam: “vim para baixar”. Trata-se de pessoas que utilizam os hospitais como local de refúgio dos seus dramas sociais, de eventuais maus tratos pelos familiares ou ainda para fugirem da solidão.

Em segundo lugar, é preciso analisar a flora bacteriana, isto é, os tipos de bactérias que se desenvolvem nos hospitais. Estes germes costumam ser mais “fortes” que aqueles do meio ambiente externo, pois acabaram adquirindo resistência aos antibióticos usados nos tratamentos, especialmente quando estes medicamentos são usados de maneira inadequada.

Em terceiro lugar, pode-se falar em dois tipos de infecção. Uma é causada por bactérias que costumam habitar o próprio organismo das pessoas. Quando estas adoecem, estas bactérias se multiplicam de forma descontrolada. Estes germes costumam estar presente em mais de dois terços dos casos da chamada infecção hospitalar. O segundo tipo, presente em menos de um terço dos casos, costuma ser proveniente mais do ambiente hospitalar.
Como se pode verificar, diversos fatores aumentam o risco de alguém ser vítima destas fatídicas infecções hospitalares. Assim, quanto maior o tempo permanência no hospital, maior será este risco. Sabe-se que a principal condição para a contaminação do doente é a fragilidade da sua saúde. O meio ambiente hospitalar ocupa o terceiro lugar em importância na escala de riscos de se sofrer uma contaminação.

É importante lembrar que o hospital pode ser um porto seguro para muitos doentes, que dele necessitam para um tratamento médico mais complexo, porém jamais deve ser utilizado como “hotel” para umas férias da família ou para resolver problemas sociais.

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