Agricultura 4.0

Foto: Letícia Wacholz

A convite da empresa Souza Cruz participei nesta terça-feira, 24, do seminário ‘Desafios, Oportunidades e a Transformação no Agronegócio Familiar’, realizado em Bento Gonçalves.

Um dos termos mais citados durante o evento que contou com diversas palestras sobre inovação e tecnologia foi “agricultura 4.0”. Um conceito que demonstra que a transformação digital presente e conectada em tantos setores também está sendo “cultivada” no setor primário.

Baixo grau de escolaridade dos produtores e a dificuldade de acesso à internet na área rural são, ainda, obstáculos para enfrentar a velocidade das informações e, ao mesmo tempo, permitir o acesso às oportunidades do agronegócio.
“O mesmo debate que estamos fazendo aqui, neste evento, é feito com os representantes das maiores empresas do mundo. É preciso se reinventar”, destacou Liel Miranda, presidente da Souza Cruz.

Contrabando
Enquanto o produtor de tabaco prepara a colheita de uma nova safra de tabaco, o setor segue tendo outro ciclo, o ilegal, travando o crescimento da produção brasileira e legalizada. Atualmente, o Brasil possui o maior volume de comercialização de cigarros ilegais do mundo.

Os impactos do mercado do contrabando de cigarros – que representa atualmente 57% – também foram explanados durante o seminário realizado ontem, na Serra Gaúcha.

Dados apresentados pela Gerente de Planejamento Estratégico da Souza Cruz, Rita Peixoto, mostram que das 10 marcas de cigarros mais consumidas no país, cinco são do mercado ilegal. A marca mais vendida é contrabandeada e tem uma participação de 16% no mercado.

No topo da lista está o cigarro Eigth, vendido, principalmente, em grandes centros comerciais, como São Paulo. O Classic, que frequentemente é apreendido na nossa região em ações de fiscalização da Polícia, aparece em oitavo e representa 4% no cenário nacional.

Durante sua fala, o presidente da companhia, Liel Miranda defendeu a Reforma Tributária como uma das maneiras mais eficazes para combater o contrabando de cigarros em solo brasileiro.

Além disso, a empresa defende uma força-tarefa federal específica, legislações mais duras e entendimento bilateral com o Paraguai.

“Este é um problema gigante e que afeta todos nós. O contrabando é uma batalha contínua”, frisou Miranda.


Sabia?
Ao todo, segundo dados da Anvisa, existem 90 marcas de cigarros irregulares e sem controle fitossanitário sendo comercializadas no Brasil.


Jornalismo e a imagem do Brasil
Durante o seminário, se destacou o desafio do país, especialmente das entidades e sindicatos ligados à agricultura, de lutar contra as notícias ruins que circulam sobre o Brasil no exterior, principalmente relacionadas ao agronegócio e ao meio ambiente.

Para as lideranças, divulgar boas iniciativas é uma forma de estabelecer melhores relações e acordos comerciais.

Deixe um comentário

Digite seu comentário
Digite seu nome