Jarbas assume PDT em tom de campanha

Jarbas assumiu comando do PDT e deu largada de pré-campanha. (foto: Daiana Nervo)

Na quarta-feira, 24, o médico Jarbas da Rosa assumiu a presidência do PDT de Venâncio, em jantar festivo realizado no Piquete Machry, com a presença de 400 pessoas, segundo divulgou a assessoria do partido.

A posse se transformou numa espécie de largada antecipada de campanha para a Prefeitura em 2020. Jarbas foi vereador mais votado em 2012, disputou a Prefeitura em 2016 e perdeu por 254 votos para o atual prefeito Giovane Wickert (PSB). Avaliando que esteve muito perto da vitória, Jarbas saiu das urnas indicando que iria concorrer novamente em 2020 e, isso, foi confirmado na posse de quarta-feira.

E a noite, que teve 50 novas filiações, foi prestigiada. O ex-prefeito Airton Artus, que passou a presidência para Jarbas; os vereadores do partido, Ana Claudia, Tiago Quintana, Sid Ferreira e suplentes; o presidente estadual do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, participaram do jantar festivo, que contou também com representantes de partidos locais: Marcolino Coutinho, vice do PSDB (o presidente Vinícius Medeiros estava em viagem); Zequinha, do PPS que agora é Cidadania, e já confirmou apoio à candidatura de Jarbas; Cândido Faleiro, do PT; Zecão Melchior, que era do PMDB, partido do qual saiu; Nelsoir Battisti vereador do PSD, além de filiados e simpatizantes.

Em relação à eleição anterior, Jarbas não terá o apoio da máquina pública, pois era candidato do governo Airton Artus, mas vem com a possibilidade real de coligação com o PSDB que fez 6.821 votos (15,64%) com Vinícius Medeiros em 2016, além de outros partidos.

Pelo que se vê, poderemos ter uma eleição polarizada em 2020, com apenas dois candidatos: o prefeito Giovane Wickert (PSB) buscando reeleição com apoio de 12 partidos e Jarbas da Rosa (PDT) pela oposição, com o restante dos partidos. Mas, como na política nada é definitivo, esse quadro pode não se confirmar.

 

InSegurança

A onda de assaltos em Venâncio, faz a cidade sentir medo. Onde tenho ido, as pessoas refletem isso e questionam: “foi a vinda do presídio que trouxe essa criminalidade toda junto do lado de fora?” A maioria acha que assim.

O prefeito Airton Artus (PDT) negociou em 2010, com o governo Yeda Crusius (PSDB), o fechamento do Instituto Penal Mariante, regime semi-aberto, de onde os presos fugiam quase toda semana, pela construção de uma Penitenciária em regime fechado naquela área e devolução do restante dos 90 hectares para o município criar um novo Distrito Industrial. E ainda como contra partida foi anunciado que Venâncio receberia um Batalhão da Brigada Militar com significativo reforço no efetivo policial, a construção de uma nova Delegacia de Polícia ao lado do Fórum e um Posto da BM em Vila Estância Nova.

O presídio foi construído e inaugurado no governo Tarso Genro (PT), o processo de repasse da área para o novo DI foi iniciado, mas ainda não foi concluído até hoje. Das demais contrapartidas nenhuma foi cumprida. Levamos um ‘calote’.

Nesta semana o secretário-adjunto da Segurança Pública, Coronel Marcelo Gomes Frota, esteve em Venâncio, onde foi comandante dos Bombeiros nos anos 90 e deixou muitos amigos. Frota disse que dos 2 mil policiais militares que estão se formando Venâncio não deve receber nenhum reforço, pois não é considerado município de alta criminalidade. A BM só tem 40% do efeito e a comunidade se mostra atônica com a notícia de Frota.

É preciso reagir e cobrar. Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Clubes de Serviço, entidades de classe, precisam acordar e se mobilizar.

 

Ideologias

Tá certo que o presidente Bolsonaro fala muita besteira e dá motivos para levar ‘pau’, mas é perceptível que a grande mídia tem tratado diferente situações iguais.

Jair Bolsonaro numa conversa isolada com o Ministro Onyx, chamou os governadores nordestinos de ‘paraíbas’. Ele diz que criticou os governadores da Paraíba e Maranhão por trabalharem contra o seu governo. Se disse ou não disse, Bolsonaro deu ‘asas’ para interpretações pejorativas da esquerda a da grande mídia que caiu de pau nele, acusando até de racismo.

Esses dias vi um vídeo em rede social onde Lula, ao cumprimentar o então deputado federal gaúcho Fernando Marroni (PT), disse: “esse é de Pelotas, o maior polo exportador de viados do Brasil”. Ninguém se alvoroçou. Acharam graça. Se fosse Bolsonaro seria considerado homofóbico e seria trucidado.

Em outra oportunidade, Lula contou que antes de ser presidente mentiu numa conferência em Paris, sentado entre Jaime Lerner governador do PDT no Paraná e Roberto Marinho, dono da Globo, que no Brasil tinha 30 milhões de crianças abandonadas nas ruas passando fome. Ninguém se insurgiu.

 

Enrolados

E Gleisi Hoffmann, a faiscante presidente do PT, está sendo delatada pelo doleiro Adir Assad. Ele disse que em 2010 entregou R$ 46 milhões de caixa dois do grupo CCR para operadores de políticos. R$ 3 milhões foram para Gleisi e seu marido Paulo Bernardo, Ministro de Lula e Dilma.

Gleisi era senadora pelo Paraná, mas para garantir foro privilegiado, deixou de arriscar a reeleição. Se candidatou, e se, elegeu deputada federal, para garantir o foro privilegiado.

E os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin também viraram réus acusados de receber dinheiro de caixa dois. Todo mundo, governo e oposição, se fartava nos governos petistas.

 

Notinhas

* Sicredi lança campanha de mídia forte, destacando seus clientes. Na Folha a primeira peça da campanha traz a diretora da Venax, Fabi Bergamaschi. Nesta semana vi anúncio de destaque no Jornal Nacional.

* Por falar em JN, nos 50 anos do jornal em agosto, a Globo vai chamar apresentadores de afiliadas de todo Brasil com seus sotaques. Do RS vai Cristina Ranzolin, apresentadora do Jornal do Almoço.

* Os hackers presos invadiram os telefones do presidente da República, Jair Bolsonaro; do presidente da Câmara, Rodrigo Maia; do presidente do Senado, Davi Alcolumbre; do presidente do STJ, João Otávio de Noronha e de centenas de outras pessoas ligadas aos três poderes. Só o presidente do STF, Dias Toffoli, não foi citado ainda.

* Grampo em telefone é coisa do passado, a moda agora é ‘hackear’.

* Walter Delgatti, o Vermelho, um dos hackers presos, que tem extensa ficha policial, confirmou o crime e disse que passou todas as informações para o site Intercpept de Glen Greenwald e a turma do PSOL carioca, de forma anônima e gratuita. ‘Mentiu pro tio’ ele.

* Advogado do hacker já diz que ele tem problemas psiquiátricos. Mesma tática do Adélio Bispo? Parece ensaiado.

 

Libertadores

* E a dupla Gre-Nal se deu bem na Libertadores. Na quarta o Inter venceu o Nacional no Uruguai por 1×0. Na quinta o Grêmio venceu o Libertad do Paraguai na Arena por 2×0. Na próxima semana tem os jogos de volta para decidir vaga nas quartas de final.

* O Inter se passar pega LDU do Equador ou Flamengo. O Grêmio se passar pega Palmeiras ou Godoy Cruz da Argentina.

 

Do Twitter

* O Globo: Suspeito de ataques hacker diz à PF que passou dados ao Intercept.

* Carta Capital: Investigado por invadir celular de Moro disse que o material foi entregue para o jornalista Glenn Greenwald de forma anônima.

* Folha S. Paulo: Advogado diz que intenção de suposto hacker era vender conversas de Moro para o PT.

* Exame: Esse pessoal será punido na forma da lei, diz Bolsonaro sobre hackers.

* Estadão: Em crítica ao Inpe, Bolsonaro diz que não pode haver ‘órgãos aparelhados’.

* José Simão: “Celulares de Bolsonaro foram hackeados”. Bobagem! Ele fala as merdas publicamente!

* Humberto Costa: Dentro de um governo cheio de ligações com milícias, Moro deve se sentir à vontade no papel de chefe de quadrilha.

* Paulo Eduardo Martins: Até quando os advogados aceitarão serem representados por essa vergonha que comanda a OAB? OAB chama Moro de “chefe de quadrilha”.

* UOL: Opinião: Moro vê a si mesmo como ministro, juiz, advogado, procurador e profeta.

* Leandro Ruschel: Parte de extrema-imprensa que defendia Moro pela bandeira anti-corrupção passou a atacá-lo, por um único motivo: ele aceitou integrar o governo Bolsonaro, tratado como inimigo pelos militantes da imprensa. É a bússola moral ideológica. Não é esquerdopata? Então não presta.

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