Leite muda regras e se complica

O sistema de distanciamento controlado que o governador Eduardo Leite (PSDB) e sua equipe criou e implantou no RS, para controle da pandemia do coronavírus, é elogiado no Brasil e fora dele. O RS não teve disparo de contaminação nem de mortes. Restringir funcionamento de empresas, manter grupos de risco em casa, uso de máscaras, conscientização, tudo fez efeito. Mas desde a semana passada, quando Leite mexeu no modelo, começou a se complicar. Mudou os critérios, implantou bandeira vermelha, depois voltou atrás em duas regiões. Perdeu crédito.
Nesta semana mais uma vez. No sábado anunciou novas bandeiras. A região de Santa Cruz passou de bandeira amarela para laranja, de risco médio, quando os casos diminuíram. Venâncio tem um na UTI, três no setor Covid e duas pessoas se tratando em casa, índice mais baixo do município, mas voltamos para a bandeira laranja. O motivo é a ocupação de 80% da UTI, com 12 pacientes, considerando os 14 leitos em uso (o hospital tem mais quatro habilitados para uso, somando 18 leitos UTI). Os demais internados na UTI são de outros municípios e só mais dois tem corona, os demais tem outras enfermidades. Como é o Estado que financia o funcionamento e regula a ocupação das UTI’s, justo. Mas Venâncio é penalizado pela ocupação que não é nossa. Isso não é justo.
Pelo novo modelo, Leite anuncia as bandeiras no sábado, dá espaço para os prefeitos contestarem decisões até domingo e na segunda o Estado anuncia uma decisão que vale na terça. O governador mexeu no que estava funcionando bem e criou problemas.
Em Venâncio nada deve ser alterado pelo que antecipou no domingo o prefeito Giovane Wickert (PSB). Ele vai é ‘apertar’ a fiscalização de aglomerações, como aconteceu no final de semana com apoio da Brigada Militar, manter a atenção total da equipe de saúde e cobrar o uso da máscara, para manter estes índices controlados do corona. Faz bem.

 

Notinhas

* Vereador Tiago Quinta se manifesta sobre a nota da coluna de sábado “Nova parada”, onde relatei que o prefeito se mostra chateado com a forma como a oposição critica e tenta barrar projetos no seu governo. “Infelizmente sou obrigado a discordar, mais uma vez, do prefeito. Ninguém está tentando barrá-lo. Tanto que a “parada inteligente” já foi instalada naquele local e agora enfrenta a crítica da própria população que o elegeu. O senhor prefeito precisa, definitivamente, assumir seus erros e parar de colocar a culpa nos outros. Na verdade, penso que chegou o dia que não é mais culpa do governo anterior e sim da oposição a inoperância e incompetência desse governo.”
* Presidente do PSDB/RS deputado estadual Mateus Wesp esteve ontem em Venâncio. Visitou a imprensa, almoçou com correligionários para tratar de eleição municipal e fez uma visita de cortesia ao prefeito Giovane Wickert (PSB). Mateus é advogado e professor universitário em Passo Fundo. É uma jovem liderança tucana que prega renovação na política. Falo mais dele na semana.
* O CPERS, sindicato dos professores estaduais, endurece com o governador Eduardo Leite. Ontem publicou sobre-capa no Correio. ‘Governador, escute quem educa. Devolva nossos salários já! Chega de calote’, é o título da publicação, que cobra a promessa de salários em dia no primeiro ano de governo, que fez os professores votarem em Leite e não em Sartori em 2018, quando o PT nem chegou ao segundo turno.
* A nova investida da grande extrema imprensa é ligar Queiroz a Bolsonaro, como foi PC Farias para Collor. Vale tudo na cruzada para derrubar Bolsonaro.

 

Do Twitter

* Estadão: Agenda de reformas vai ganhar corpo no Congresso a partir de julho.
* O Globo: Separados pela PM, manifestantes realizam atos contra e a favor do governo em Brasília e BH. Apoiadores do presidente também foram às ruas no Rio e em SP.
* Exame: Para evitar escalada da crise, STF e Forças Armadas buscam pacificação.
* Folha S. Paulo: Advogados se unem para dificultar carreira de Moro fora do governo Bolsonaro.
* UOL: ‘Estou mais preocupado com 2020 do que com 2022’, diz Sergio Moro.
* Edson Brum: Não esqueça: use sempre máscara se precisar sair de casa.

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