Cadeia produtiva do tabaco quer integrar a comitiva brasileira na COP 7 na Índia

Foto: DivulgaçãoPresidente da Câmara Setorial do Tabaco, Airton quer mais responsabilidade do governo com o setor
Presidente da Câmara Setorial do Tabaco, Airton quer mais responsabilidade do governo com o setor

Audiência pública na Câmara dos Deputados debateu na terça-feira, 14, a representação brasileira na 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que ocorre na índia, em novembro. Promovida pela Comissão de Agricultura, a pedido do deputado Alceu Moreira (PMDB/RS) a audiência contou com a participação de deputados gaúchos, além de representantes do setor produtivo e ministérios federais. A pressão das entidades em defesa da produção de tabaco é que representantes do setor integrem a comitiva oficial de representação brasileira na índia, coisa que não vem acontecendo nas edições anteriores da Conferência tutelada pela Organização Mundial da Saúde. O prefeito de Venâncio Aires e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Airton Artus, participou dos debates na mesa principal e defendeu a importância econômica do setor para as famílias rurais e os municípios. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco e líder em exportações desde 1993. Em 2015, o produto representou 1,14% do total das exportações brasileiras, exportando para 97 países, com US$ 2,2 bilhões embarcados. O volume total produzido chegou a 692 mil toneladas, sendo que 51% foram produzidos no Rio Grande do Sul, 29% em Santa Catarina e 20% no Paraná, envolvendo 615 mil pessoas no campo e gerando 40 mil empregos diretos nas empresas do setor instaladas na região Sul do País.Na quarta, 15, durante reunião ordinária da Câmara Setorial do Tabaco, foi ratificada proposta de participação oficial na COP 7 também ao novo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Uma reunião com o ministro está agendada para o próximo dia 22 de junho, também em Brasília.