Eleição geral no Brasil

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP) vai colocar em votação projeto que integra a proposta de reforma política no Brasil, cujo relator é o senador alagoano Renan Calheiros (PMDB/AL). Duas ‘raposas’ da política nacional. A proposta a ser votada é de voltar a coincidir a eleição geral no Brasil. O argumento é de economizar recursos e trabalho da justiça eleitoral a cada dois anos com eleições. Mas o cerne da questão é outro. Com eleição geral o pensamento dos políticos em Brasília é de que acontecerá um alinhamento mais claro dos partidos. O objetivo é de coligações de alto a baixo. Assim, seriam eleitos presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores numa única eleição.

Vejo como muito positiva a proposta, mas por outra ótica. Vai terminar o pula-pula de candidatos que se elegem para um cargo e dois anos depois muitos se candidatam a outro cargo, renunciando ao primeiro.

Pela proposta, os prefeitos eleitos em 2016, terão mandato de dois anos, com eleição geral em 2018. Vai dar polêmica. Quando a eleição, que era geral, foi dividida, também foi tentado isso, mas acabou virando em mandato de seis anos para os prefeitos. Se for repetido, a eleição geral seria em 2022.