Giovane e os riscos da Federação

O ex-prefeito Giovane Wickert (PSB), hoje secretário estadual Adjunto de Obras e Habitação do Estado, é pré-candidato a deputado estadual e trabalha em ritmo acelerado nos contatos políticos em Venâncio, na região e em todo estado, onde atua pela pasta.
Ao ler sobre o debate entre PT e PSB para formação de uma Federação Partidária, o ‘jeitinho’ criado pelo Congresso para substituir as coligações proporcionais, proibidas desde 2017, me ocorreu o prejuízo que Giovane vai ter se for selada esta Federação, que pode incluir outros partidos da esquerda como PSol, PCdoB, etc.
Sem coligações, Giovane calcula que com 22 mil votos se eleja deputado pelo PSB, uma vez que Dalciso Oliveira vai a federal e Fran Bayer deve deixar a sigla, abrindo espaços para novos nomes no partido. Com Federação, Giovane passa a disputar cadeira com deputados do PT e demais partidos da Federação, que tradicionalmente tem altas votações. Em 2018 a última cadeira do PSB foi de Dalciso Oliveira com 26.765. A última do PT foi de Fernando Marroni com 30.704. Se for confirmada a Federação liderada pelo PT, Giovane precisará trabalhar com outra régua de votação para se eleger.
Wickert também precisa resolver com o PSB a questão regional, pois o ex-prefeito de Candelária, Paulo Butzke, também trabalha como pré-candidato a estadual, assim como Fabiano Dupont, de Santa Cruz, chefe de gabinete do deputado Heitor Shuch. Se os três concorrerem, inviabilizam um ao outro. Penso que Giovane tem mais base eleitoral e maior peso no partido para ser o escolhido.
Some-se mais duas situações internas. O fato do titular da secretaria de Obras e Habitação, José Stédile, também do PSB, que foi deputado federal vai concorrer a estadual, disputar votos com Giovane na pasta. Heitor Schuch, o federal da região que trabalha em parceria com Wickert, é ex-presidente do STR de Santa Cruz e da Fetag, tem o apoio dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais em todo estado, em dobradinha com o estadual Elton Weber, ex-presidente do STR de Nova Petrópolis e da Fetag que vai à reeleição, com apoio do movimento sindical.
O quadro é de dificuldades, mas Giovane sempre pontuou que na sua carreira política nada foi fácil, sempre conquistou espaços com muita dificuldade e muito trabalho. E ele se mostra confiante diante dos desafios que terá pela frente. Giovane fez ontem, no Terra ao Meio Dia, um outro raciocínio, muito interessante, que detalho nas próximas colunas.

Devolução de dinheiro roubado

Advogados que defendem políticos ladrões, de vários partidos, depois do STF, o Tribunal Político, anular condenações da Justiça na Lava Jato e soltar muitos deles, como o ex-presidente Lula, agora trabalham para que seja devolvido aos políticos o dinheiro público roubado, que soma bilhões de reais, como levantado pela Lava Jato. Só Antônio Palocci, Ministro da Fazenda nos governos Lula e da Casa Civil de Dilma, devolveu R$ 100 milhões desviados.
Palocci delatou como funcionava o ‘assalto’ aos cofres públicos nos governos do PT e que Lula era o chefe da quadrilha. Foi preso e teve todos seus bens bloqueados. Na última semana Ricardo Lewandowski negou liberação dos bens de Palocci como o STF fizera para Lula. Palocci vai pagar caro no STF por ter ‘entregado’ todo o esquema e o chefe, onde citou até as caixas de sapato cheias de notas de 100 que mandava para Lula.
Lembro do primeiro governo Lula (2003 – 2006), quando em 2005 o caseiro Francenildo abriu a boca e falou que na casa chamada de “República de Ribeirão Preto”, em Brasília, com a presença de lobistas, membros do governo, aconteciam festas com malas de dinheiro na sala. O STF conseguiu ‘provar’ a tese de Lula, de que Francenildo era louco e não falava coisa com coisa. Hoje sabemos que o Francenildo falava a verdade. Viva a impunidade.

Nova pesquisa

Saiu na quarta nova pesquisa PoderData, do Site independente Poder 360, mostrando que cai a diferença de intenção de voto entre Lula e Bolsonaro. De de 42% Lula e 28% Bolsonaro, uma diferença de 14 pontos, caiu para 41% Lula e 31% Bolsonaro agora em fevereiro, baixando para 9 pontos. Moro subiu para 9% das intenções de voto, Ciro caiu para 4% e Doria tem 3%. Os demais tem 1% ou menos. Em segundo turno Lula venceria todos, mas com diferença também menor. De 50×35 contra Bolsonaro e 47×32 contra Moro. Nos dois casos 15 pontos de diferença. Contra Ciro 45×22 e contra Doria 46×18. Penso que a pesquisa pega a arrogância petista, do já ganhou, e a reação do governo Bolsonaro, que tem contra si todo o ‘establischment’ que trabalha para Lula, Renan e toda quadrilha, voltar.

Notas

Brizola – A Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade na segunda, 14, o projeto de autoria da bancada do PDT, que denomina a Avenida lateral do Parcão, no bairro Aviação, entre a Armando Ruschel e a Ornélio Reckziegel, de Avenida Leonel Brizola. A ideia foi do ex-prefeito Airton Artus, brizolista assumido.

Moraes – Circula a informação de que a família Moraes – Sergio (ex-vereador, deputado estadual, federal e prefeito), Marcelo (vereador, deputado estadual e federal) e Kelly (vereadora, prefeita, deputada federal e estadual – pode estar deixando o PTB, partido que se desintegra no país por conta das estripulias do seu líder, Roberto Jeferson. Em Venâncio o PTB já perdeu o ex-vice-prefeito Celso Krämer, que se filioui ao Podemos, mas por richa com os Moraes. O partido tem a maior bancada no legislativo, com cinco dos 15 vereadores eleitos. Renato Gollmann tá de mala pronta para seguir Krämer. Clecio Espindola, o Galo, se aprochega no PDT. André Kauffmann, Ezequiel Sthal e Diego Wolschick seguem no partido.

Igreja – Li nesta semana que Lula teve encontro com pastor e quer criar uma ‘igreja’ evangélica do PT, dirigida a partir da sede do partido, em Brasília, e que tenha 200 pastores em cada estado. Lula será o bispo, imagino. Os evangélicos congregam 30% dos brasileiros e votos. Mas a fé não pode ser tratada assim, com vigarice política.

Escolhas – Luciano Bivar, presidente do PSL nacional, que está se juntando ao DEM, para criar a União Brasil, maior partido nacional, diz que está em andamento entendimento com o MDB para definir um candidato a Presidente da República. Além de Lula, na esquerda; Bolsonaro, na direita; está se criando uma força de Centro. Resta saber quem será o candidato. Temos ainda Ciro (PDT) e Doria (PSDB) na centro-esquerda; e Moro (Podemos) na centro-direita, além de outros menos expressivos. Serão as nossas possibilidades de escolha. Eu quero votar num candidato honesto, descente e competente.

Leite – Em encontro estadual do PSDB, sábado em Porto Alegre, o governador Eduardo Leite, ao falar sobre eleição, disse que não vai deixar o Rio Grande se perder. A manifestação foi entendida como uma ‘porta aberta’ para uma possível candidatura à reeleição, mesmo diante do seu discurso oficial de que não concorrer. Por outro lado, ainda não está totalmente afastada a possibilidade de Leite concorrer a presidente. Gilberto Kassab tenta atrair Leite como candidato para o PSD. Mas entendo que ele quer mesmo que Doria, que não deslancha, desista de concorrer e abra o espaço no PSDB, como querem tucanos influentes no pais.

Notinhas

* Nesta semana recebi a visita de Donato Bergmann, que foi gerente da Corsan. Filho do ex-vereador por 11 mandatos, Wilmuth Bergmann, Donato foi morar em Natal, no Rio Grande do Norte, quando se aposentou. Dez anos depois está de volta a Venâncio e me diz que quer voltar à ativa na política, como filiado do Progressistas (PP).

* De hoje até 6 de março tem Festa da Uva em Caxias do Sul. Para entrar, só com comprovante de vacina Covid. Expectativa de 800 mil visitantes. Venâncio está presente com a Escola do Chimarrão, pilotada pelo Pedro Schwengber e o mel Schwendler.

Do Twitter

* Gazeta do Povo: Na Hungria, Bolsonaro reclama de “desinformação” sobre Amazônia e faz defesa da família
* UOL: Pastor Silas Malafaia diz que evangélicos não apoiam Lula nem Moro: ‘Vão quebrar a cara’
* O Globo: Em despedida do TSE, Barroso diz que ataques de Bolsonaro às eleições são ‘repetição mambembe’ de Trump
* Folha S. Paulo: Bolsonaro chama ministros do STF de adolescentes e diz que querem Lula de volta
* Jovem Pan News: Bolsonaro comenta atritos com STF: “Lamentavelmente essas três pessoas [Moraes, Fachin e Barroso] não colaboram com o Brasil em absolutamente nada, querem apenas desgastar o governo […] agem com uma perseguição clara à minha pessoa.”
* Rodrigo Constantino: Se Bolsonaro falasse o que está tendo a oportunidade de falar na Jovem Pan durante o Jornal Nacional da Globo, todas as narrativas furadas do Bonner iriam por água abaixo em minutos, deixando uma cara de constrangimento enorme no apresentador.

A música perde um gaiteiro

Foto bem antiga do trio Anélia, Arnildo e Cavalo Preto. (Foto: Arquivo Pessoal)

Faleceu nesta semana João Adão Lopes, 91 anos. Pelo nome poucos sabem quem é, mas se falar no gaiteiro ‘Cavalo Preto’, a geração mais antiga de Venâncio conhece. Ele foi gaiteiro do programa Bom Dia Rio Grande, na RVA, apresentado por 50 anos, ao vivo, nos domingos pela manhã, por Arnildo Bento da Silva (já falecido também) e sua esposa Anélia, de 84 anos, que mora na Cidade Alta. Nesta semana a filha de Arnildo, Nara postou uma foto bem antiga do trio.

 

 

 

 

Tabaco  de Venâncio para o mundo

Na capa da revista o destaque para Carmem da Rosa dos Santos, apontadora de Dados da Produção na Unidade Venâncio Aires.(Foto: Divulgação)

Recebo a revista de janeiro da Alliance, publicação da Alliance One Brasil Tabacos, empresa com sede em Venâncio Aires e unidades no Sul do Brasil. Com abertura de Fernando Limberger, Diretor Regional Américas, a revista mostra ações internas de valorização das pessoas que trabalham na indústria e os produtores integrados. Uma nova área de descanso e RH é destacada para a nova safra.
A revista, de circulação interna, também mostra para onde vai a produção que sai da fábrica. O tabaco da Alliance é embarcado para 50 países e contribui para o Brasil ser líder mundial em exportações no setor há 28 anos. A empresa embarca 39% da sua produção para a União Europeia, 24% para o Extremo Oriente, 14% para a América do Norte, 9% para a Africa e Oriente Médio e 6% para a América Latina.

 

 

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