Krämer ‘paga’ pelas exonerações

A exoneração de dois CC’s do PSD do governo municipal mostra que o caminho é o mesmo de sempre. Ou está ou não está no time. Nelsoir Battisti, vereador PSD, alegando respeito ao seu eleitor, se negou a apoiar Duda Kappel (PP) como candidato a presidente da Câmara pela bancada governista. Foi ‘rifado’ e acabou se juntando aos poucos da oposição liderando uma chapa contrária. Isso foi em dezembro. O ‘caldeirão ferveu’ e muitos no governo cobravam as cabeças do PSD. Passados dois meses, o prefeito Giovane Wickert (PSB) saiu em férias e o vice Celso Krämer (PTB) assumiu, e exonerou Marcos Hüttmann, que era assessor, mas que comandava a secretaria do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, desde que Nelsoir, que o indicou, deixou a pasta para assumir cadeira na Câmara. O outro exonerado era indicação de Telmo Krst, que ajudou a eleger Giovane, mas que se retirou da vida pública.Krämer afirma que exonerar e nomear CC’s é normal. E é. São cargos de confiança. Sempre foi assim. E sempre vai ser, na política. O presidente do PSD Chico Rech, que tem sua esposa em cargo CC de alto padrão, tenta contemporizar e resiste. Zé da Rosa, o outro vereador do PSD, foi premiado com nomeação de CC. Nelsoir é que virou alvo, mas penso que saiu fortalecido com seu eleitor.Externamente o custo político das exonerações é debitado à Celso Krämer, que já viu sumir 50% dos seus votos na eleição para deputado estadual em 2018 na relação à 2014. Ouço que Giovane teria chamado Nilson Lehmen, presidente do MDB, para a secretaria e deixado para Krämer exonerar Marcos e ‘pagar’ pelo desgaste. Pela teoria da conspiração, e que nem é tão absurda, Giovane estaria preparando terreno para ter um ou uma vice do MDB para a reeleição em 2020, diante da fragilização de Krämer nas urnas. Não é o que o prefeito e o vice afirmam. Eles garantem continuidade da dobradinha que venceu a eleição de 2016.