O debate sobre a eleição

Entramos em julho amanhã e ainda não sabemos certo se vai ter ou não eleição municipal neste ano. O Senado aprovou o adiamento da eleição de 4 de outubro para 15 de novembro. Falta a Câmara dos Deputados votar a proposta. A previsão do presidente Rodrigo Maia é que seja nesta quarta, mas diz que faltam muitos ‘acordos’. Os prefeitos de todo Brasil pressionam o TSE para que as eleições sejam adiadas para 2.022, coincidindo eleição geral para todos os cargos.
Também penso que seja a melhor saída. Com a pandemia do coronavírus, as prefeituras ‘desandaram’ seus orçamentos, trabalham com queda de 30% na receita. Com eleição em 2022 terão tempo de recuperar parte disso. Mas o fato mais relevante que vejo é o de terminar com o ‘pula-pula’ de candidaturas de hoje, onde boa parte dos políticos praticamente vive em campanha, concorrendo de dois em dois anos. Se a eleição municipal for agora, deputados federais e estaduais, e senadores, podem concorrer a prefeito. Se elegendo, deixam seus cargos para os suplentes legislativos. Perdendo, voltam para seus cargos legislativos e em 2022 disputam nova eleição.
Como são os deputados que vão decidir, acredito que vão concordar com o Senado e adiar a eleição para 15 de novembro, mantendo o interesse de muitos deles, de participar da eleição agora e em 2022 de novo.

 

Notinhas

* No final de semana teve confronto esquerda x direita na região. A Central Único de Trabalhadores (CUT), que congrega sindicatos, instalou outdoors em Santa Cruz e Venâncio, com a frase “Fora Bolsonaro”. Em Venâncio instalaram no sábado a tarde em terreno particular na rua Sete de Setembro saída para a RSC-453, sem autorização. No início da noite uma retroescavadeira derrubou tudo com registro em rede social com uma assinatura “Em Venâncio não’. Estes extremismos ainda vão dar o que falar.

* Previsão de semana fria e úmida, com chuva ontem, hoje e amanhã e mais frio seco no fim de semana. É o inverno chegando com força.

* Na semana que passou Mato Leitão teve a boa noticia de que a fábrica de Calçados Beira Rio vai ser reconstruída, com apoio da Prefeitura, depois do incêndio que destruiu os pavilhões e deixou 800 pessoas desempregadas. Quando a fábrica estiver reconstruída, Mato Leitão recupera renda e empregos perdidos no incêndio.

* Bastou Bolsonaro nomear Carlos Decotelli como Ministro da Educação que a Globo, seguida pela grande mídia, antes de perguntar o que ele pretende fazer pela educação, começou a ‘destruir’ o nomeado, denunciando que ele copiou um trecho na dissertação de mestrado, que não concluiu curso disso e daquilo. A meta é realmente ‘destruir’ o governo.

* A Folha de S. Paulo, no ‘cabo de guerra’ com o governo Bolsonaro, fomenta um movimento para que a esquerda deixe de usar vermelho, a cor do comunismo, ou preto, cor da destruição nos movimentos de rua, e use amarelo, assumindo a democracia. Não é a cor que vai mudar a ideologia e ou o caráter das pessoas.

* É triste ver a Band, que tem ‘acordo de cooperação’ com o Governo da China’, afastar o jornalista ‘conservador’ Luiz Lacombe do programa matinal de jornalismo da emissora. Ele dava voz para todos os lados. Deve vir em seu lugar Mariana Godoy, ex-plim plim, admiradora confessa de Dilma e ‘progressista’. Perde o jornalismo.

 

Do Twitter

* Folha S. Paulo: Erros no currículo de novo ministro ameaçam permanência e posse no MEC fica incerta.
* O Globo: Aras diz que Lava Jato não é “órgão autônomo” e critica possibilidade de virar “instrumento de aparelhamento”.
* IstoÉ: Contas públicas têm déficit recorde de R$ 126,6 bilhões em maio, mais que todo 2019.
* Veja: Pandemia motiva apresentação de mais de 6 mil projetos de lei no país.
* Estadão: Líder do Centrão, Marcos Pereira muda de ideia e agora apoia adiar eleição.
* UOL: Seis meses depois, OMS mandará equipe para investigar origem do coronavírus nas China.

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