Oposição quer explicações de Lula na CPI

A CPI do Cachoeira revela o que todos já sabem; existe um ‘mar de lama’ em Brasília e um jogo de interesses muito grande. As investigações policiais do caso mostram que todos os lados estão envolvidos. Não tem mocinho. Estranhamente na semana passada a CPI começou a ‘murchar’, os ‘peixes grandes’ foram deixados de lado e ficaram inquirindo “lambaris”.No final de semana foi revelado o porque disso. A revista Veja relata que o ex-presidente Lula está no jogo, e jogando duro. Dizendo que controla a CPI, Lula sugeriu o adiamento do julgamento do ‘mensalão’ para 2013 e teria pressionado o Ministro Presidente do STF Gilmar Mendes para isso, em troca de blindagem do ministro, que seria amigo do senador Demóstenes Torres – fatos desmentidos pelo ex-ministro Nelson Jobin, em cujo escritório teria sido o encontro de Lula com Mendes.Como a pressão popular começou a ser mais forte a CPI do Cachoeira convoca o senador Demóstenes Torres, os governadores Marconi Perillo (Goiás), Agnelo Queiroz (DF) e Sérgio Cabral (RJ) e o ex-diretor da empresa Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu, preso pela PF em abril.Mas a oposição também anuncia que quer convocar Lula para a CPI para explicar a pressão que faz sobre Gilmar Mendes, então presidente do STF, a mais alta Corte do país, e outros ministros, para adiar o julgamento do ‘mensalão’. Lula não fala mas se diz indignado. Indignado com o que? O Brasil é que deve estar indignado com ele pela sua atitude.O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB), com quase meio século de política e  um dos poucos que ainda se mostra com a a ‘cara e mãos limpas’, disse não acreditar que se tenha chegado a este ponto, referindo-se a pressão de Lula sobre o STF. Simon aponta que a pressão da sociedade sobre a classe política é o único caminho. Ele convoca os jovens para que utilizem as redes sociais para pressionarem pela verdade, desencadeando um movimento nacional.Por muito menos do que acontece nos últimos anos em Brasília, o presidente Fernando Collor de Melo foi derrubado da presidência no final dos anos 80, a partir de movimentos sociais e estudantis que foram às ruas pressionar os políticos. Mas quem fez aquele movimento, hoje está no poder e se cala, ou é calado.O caminho apontado por Simon é o único para termos um Brasil mais ‘limpo’.

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