Se proteger sim, se esconder não

Essa é a decisão que grande parte da sociedade cobrava nas ações dos governos contra a pandemia do coronavírus que está ai, que não pode dominar, mas que precisa ser dominada. É essa a posição do presidente Jair Bolsonaro e foi essa a leitura da manifestação do governador Eduardo Leite na quarta-feira, que já defendi na coluna de terça-feira. Precisamos nos proteger e lutar contra o vírus, mas não nos escondermos.

Leite estendeu o decreto de calamidade até 30 de abril, mantendo o fechamento do comércio na região mais atingida pelo vírus, a região metropolitana de Porto Alegre e a região de Caxias do Sul na serra gaúcha, que concentram 70% dos casos do coronavírus no Rio Grande do Sul. Nas demais regiões Leite permitiu que cada prefeito tome suas posições, levando em conta a situação de cada município.. A mais esperada é a reabertura do comércio nestas regiões.

Abrir o comércio com proteção e restrições legais, com todos funcionários usando máscara, manter distanciamento de dois metros nos ambientes, usar álcool em gel e ou lavar as mãos com sabão, atender clientes em número limitado, que também devem estar nas mesmas condições de proteção, é o que a maioria da empresas e trabalhadores reivindicam.

E foi isso que o prefeito Giovane adotou no seu novo decreto, publicado na noite de quinta-feira, depois da manifestação do governador. Vão poder entrar nas lojas em Venâncio três clientes por vez. Restaurantes e lancherias podem atender até 50% de sua capacidade de espaço. E a partir do dia 27 será obrigatório o uso de máscara para quem sair nas ruas em Venâncio. Este novo decreto vale até 30 de abril.

Agora é hora da conscientização. Vamos nos proteger, mas não nos esconder. Quem puder ficar em casa, fique. E quem precisa trabalhar ou sair na cidade, que use máscara e se proteja.

 

Blumen Garten, o condomínio fechado no Distrito Industrial

Nestes tempos de pandemia do coronavírus, também existem notícias boas. Nesta semana o prefeito Giovane Wickert (PSB) e a secretária do Planejamento e Urbanismo, Jalila Heinemann, visitaram as obras de implantação do primeiro Condomínio Fechado de Venâncio Aires, o Blumen Garten, localizado numa área de 10 hectares na RSC-453, defronte a CTA Continental Tabacos, Madrugada Alimentos e Tramontini, no Distrito Industrial.

O empreendimento é da PAS Participações, empresa formada pelos irmãos Décio e Dirceu Henckes com a Imojel de Lajeado, construtora que vai implantar o projeto de R$ 10 milhões. Ao todo serão 188 lotes com média de 400 metros quadrados.

A possibilidade da criação do Condomínio foi autorizada por lei no ano passado, onde foram colocados os regramentos para a criação destes novos ambientes. “As construções residenciais levam em consideração o regramento estipulado pelo Plano Diretor, Código de Obras, bem como as legislações estaduais e federais pertinentes”, citou o prefeito Giovane na visita que teve a companhia do diretor comercial da Imojel, Fagner Schwengber e do assessor da secretaria municipal do Meio Ambiente, Eder Schroeder.

Juliano Ferreira, da Aliança Imóveis, uma das imobiliárias que vendem lotes do Blumen Garten, diz que as vendas estavam boas desde o lançamento, em novembro de 2019 e que agora deram uma reduzida, mas a expectativa é de logo retomar o ritmo normal de vendas.

O cronograma é do Blumem Garten, projeto lançado erm novembro de 2019, estar implantado em 24 meses.

Muros estão sendo levantados e ruas estão sendo abertas no Condomínio . (Foto: Juliano Ferreira/Aliança Imóveis)

 

Emenda de Moares de R$ 1 milhão paga
Na tarde desta sexta-feira, 17, o deputado federal Marcelo Moraes (PTB), se reuniu remotamente com o prefeito, Giovane Wickert (PSB) e o vice-prefeito, Celso Kramer (PTB), quando anunciou de Brasília o depósito de R$ 1 milhão de emenda parlamentar que destinou para a saúde em Venâncio Aires. São R$ 500 mil para o hospital e R$ 500 mil para ações de saúde, valor este solicitado pelos vereadores e secretários municipais do PTB do município, diz o deputado.
Marcelo Moraes, filho do ex-deputado Sérgio Moraes, mantém o compromisso com Venâncio. É o deputado federal que mais emendas parlamentares encaminha para Venâncio da sua cota anual.
Me disse ontem que tem mais um recurso de R$ 500 mil por ser anunciado nos próximos dias, quando estiver confirmado.

 

Sem Mandetta

O presidente Jair Bolsonaro venceu a eleição em 2018 pelo ‘nanico’ PSL, hoje partido grande, mas do qual já saiu. Sem ‘conchavos políticos’, Bolsonaro ficou livre para escolher seu Ministério e diminuiu dos 40 criados por Lula, para 22, cortando um monte de ‘tetas’ que milhares de ‘companheiros’ desfrutaram por quase duas décadas. Bolsonaro escolheu nomes técnicos, errou em alguns, mas teve acertos, como o ministro da Saúde, o 1º Tenente médico Luiz Henrique Madetta, que foi secretário de saúde e deputado federal pelo Mato Grosso por MDB e DEM.

A expectativa em torno de Mandetta sempre foi muito boa, e ele confirmou quando chegou o coronavírus ao Brasil. Mas, em alta, Mandetta começou a bater de frente com o presidente Bolsonaro, desafiando-o nas ações e se ‘encostou’ nos seus ‘chefes políticos’, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e David Alcolumbre, presidente do Senado, ambos do DEM, como Mandetta. E o presidente do STF, Dias Toffoli se juntou a eles para peitar o Presidente.

Mandetta, visivelmente embebido pelos holofotes que lhe foram direcionados pela grande imprensa, por contrariar Bolsonaro, se perdeu. O Presidente queria ações de governo que levassem em conta a saúde e a economia. Mandetta se deixou levar pela pressão do ‘establishment’ de olhar só para a saúde sem se preocupar com o caos na economia.

Ora, Mandetta era um cargo de confiança do presidente da República e não dos seus chefes políticos do Congresso. Logo, não era difícil prever que Mandetta fosse demitido. O anúncio aconteceu na tarde de quinta. Vi as últimas entrevistas de Mandetta, já em tom de despedida, sabendo que passou do ponto. O seu ego o engoliu. Uma pena.

Assume o oncologista carioca Nelson Teich, que participou da equipe que projetou o Plano de Governo de Bolsonaro na Saúde e trabalhou na equipe de transição. Ele defende o que chama de ‘isolamento inteligente’, que não é o horizontal, de deixar todo mundo em casa, nem o vertical, de deixar só os grupos de risco em casa, mas o necessário, como já começa a ser feito. E Teich não acha que a defesa da saúde e da economia sejam excludentes.

 

Pelo remédio

É absurdo que um remédio usado no combate ao coronavírus gere um conflito político/ideológico do tamanho que estamos assistindo. A hidroxicloroquina, medicamento para combater a malária, tem se mostrado útil no combate ao coronavírus como demonstram situações reais de cura. Bastou Bolsonaro e Trump, os ‘patinhos feios’ do establishment, defenderem o uso do medicamento no combate ao vírus, que levantou-se um furacão contra. Autoridades médicas se dividiram, entre os que são contra, pelos efeitos colaterais que ‘pode’ provocar e os que usam como única alternativa de combate enquanto não se desenvolva um medicamento que combata o coronavírus. E a grande imprensa tomou o seu lado, é contra.

Estranhamente o mesmo movimento que é contra o uso da hidroxicloroquina, pelos efeitos colaterais que ‘pode’ causar, é a favor da liberação do consumo de drogas no país, sem se preocupar com efeitos colaterais comprovados que causa. Entenda.

 

Notinhas

* Vereador Nelsoir Battisti (PSD) assinala que no relatório de emendas para o Hospital divulgado pela Prefeitura faltou emenda de bancada de R$ 200 mil do deptado Danrlei de Deus (PSD).

* O jornalista gaúcho Diego Casagrande, editor do site Opinião Livre, divulgou na quarta-feira reportagem do dia do jornal americano The Washington Post de que Coronavírus pode ter surgido em Laboratório de Wuhan, na China e não no mercado público de animais como divulgou o governo chinês. O jornalista Josh Rogin, que assina a reportagem no Post, afirma que na primeira mensagem interna de advertência ao governo dos EUA, feita pela embaixada americana na China, dois anos atrás, já havia o “alerta de que o trabalho do laboratório em coronavírus de morcegos em Wuhan e sua potencial transmissão humana representavam um risco de uma nova pandemia semelhante à SARS”. Ontem os grandes jornais brasileiros começaram a dar o assunto, discretamente, citando que o governo americano investiga a denúncia. Que a história chinesa está mal conta, isso é certo.

* O Carnaval infestou Rio e São Paulo com o coronavírus por turistas da Asia e Europa. Autoridades sabiam. A Globo calou para não perder o espetáculo. O global médico Drauzio Varela diz agora que o carnaval deveria ter sido cancelado.

* Ministro da Cidadania, o gaúcho Onix Lorenzoni, revela que 75 mil presos se inscreveram pelo celular para receber o auxilio de R$ 600. E é proibido ter celular nos presídios.

* De Francisco Ferraz, ex-reitor da Ufrgs e cientista político que respeito: Nada contra o Huck como apresentador e empresário: ele é fera. Tudo contra ele na política: um desserviço, mais um trauma para todo mundo, o trauma do ingênuo engolido por raposas. FHC sabe disso. Não devia incentivar.

* Nesta semana o reality BBB da Globo tinha eliminação na noite de terça. Pela manhã do mesmo dia já vazava que a eliminada era a participante Giselly, que estava no paredão com Babu e Mari. De noite foi confirmado. E tem muita gente que perde tempo torcendo e votando. Numa outra semana teve 1,5 bilhão de votos num paredão. E depois é o Bolsonaro que utiliza robôs.

 

Do Twitter

* Folha de São Paulo:Bolsonaro demite Mandetta do Ministério da Saúde.

* CNN: Nelson Teich é novo ministro da Saúde. Médico oncologista defende o que chama de ‘isolamento inteligente’ e não acha que a defesa da saúde e da economia sejam excludentes.

* Exame: China anuncia quase 1.300 mortes por coronavírus não computadas em Wuhan.

Gazeta do Povo: Carnaval deveria ter sido cancelado, diz Drauzio Varella

* Cleber Benvegnu: O fato é que não havia mais condições políticas de Mandetta continuar. E nenhuma política pública vive sem a sintonia entre o respectivo ministro e o presidente da República. E o presidente da República, gostem ou não, é Bolsonaro.

* Claudio Humberto: O jornal “New York Post” informa em seu site que oficiais da inteligência avaliam a possibilidade de o Covid19 haver começado com um acidente em um laboratório chinês. Talvez isso explique por que o governo de Beijing fica tão nervoso quando alguém lembra que o vírus é chinês.

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