Sem coligações, com federações

O Congresso Nacional promulgou na terça, 28, as mudanças da lei eleitoral, que já valem para a eleição de 2.022. Deputados e senadores mantiveram a proibição de coligações entre partidos para a eleição proporcional, como já foi na eleição municipal de 2020, mas criaram uma outra ‘forma’ de permitir ‘coligações’ de partidos. Aprovaram, com 353 votos contra 110, as federações partidárias, pela qual partidos de um mesmo campo ideológico podem se juntar para concorrer e terão que seguir atuando juntos durante o mandato. Engodo. E já existem ‘federações’ alinhavadas. O PT com o PSOL e o PSDB com o Cidadania. Na verdade os deputados criaram um jeitinho de evitar a extinção de muitos partidos com baixa representação, como O PCdoB, Rede, PV, Cidadania e outros.
Foi decidido também que não perderão o mandato deputados (federais, estaduais ou distritais) e vereadores que se desfiliarem, com o aval do partido pelo qual se elegeram. Estranho isso.
A posse do presidente da República foi modificada de 1º para 5 de janeiro e dos governadores de 1º para 6 de janeiro, mas a partir de 2026.
Outra mudança é que votos de mulheres e negros para a Câmara dos Deputados vão contar em dobro, para efeitos de distribuição dos recursos entre os partidos políticos. Discordo. Um voto vale um voto. Não pode valor dois.

Notinhas

* Melhor notícia de semana foi o anúncio feito por Robert Jones, CEO da Tabacum Interamerican, que comprou o parque industrial da UTC, na RSC-287, ao lado da Sociedade dos Motoristas. A UTC já tinha anunciado em fevereiro a transferência de suas operações para Santa Cruz, onde adquiriu um parque industrial maior. O anúncio de Jones, feito ao prefeito Jarbas da Rosa e o secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Nelsoir Battisti, deve ser comemorado pela comunidade. A perda da UTC, que era um ‘limão’, vira uma ‘limonada’. Jones é empresário arrojado no setor tabacaleiro. Antes de fundar a Tabacum, em 2004, presidiu a Universal Leaf Tabacos.
* O painel Gente e Negócios tratou sobre Indústria 4.0 na terça-feira, aqui na Folha e Terra FM. E mais uma vez o debate gera resultados imediatos. Conto na página de sábado.
* Faleceu na segunda-feira Clyton Schuler Campos, aos 90 anos. Nos anos 70, 80, 90 Clyton tinha a Casa Campos, loja de artigos em couro na Osvaldo Aranha, defronte a farmácia Leuckert. Na virada dos anos 70/80 ele fazia entrevistas semanais para a Folha com personalidades da cidade.
* Asfalto da Júlio de Castilhos está se deteriorando e começam a aparecer buracos. E o fluxo de trânsito na rua é grande.

Do Twitter

* O Globo: Dívida pública completa seis meses seguidos de queda e chega a 82,7% do PIB em agosto
* Folha S. Paulo: Economistas pedem que Congresso pare de votar reformas e espere próximo presidente
* Gazeta do Povo: Para governo, PIB cresce 2,5% em 2022 puxado por investimento. Mercado sinaliza taxa menor
* UOL: Indígenas denunciam Bolsonaro na ONU por sabotar plano contra covid-19
* Revista Oeste: Depois de ser demitido, Alexandre Garcia supera a CNN Brasil em número de inscritos no YouTube
* Claudio Humberto: Números não mentem: O Brasil é responsável por emitir apenas 1,3% dos gases de efeito estufa do mundo. Em comparação, a China é o maior poluidor do mundo: 31%. EUA 13,4%, União Europeia somada ao Reino Unido 8,7%, Índia 6,8% e Rússia 4,7%
* Alceu Moreira: O Rio Grande do Sul precisa perceber que o seu maior bem é o seu povo. Onde tem gaúcho neste país, ou em qualquer outro lugar do mundo, tem trabalho e riqueza
* Eliane Catanhede: Desvantagem de Eduardo Leite pode se tornar virtude para 2022. O fato de ser jovem para um empreendimento tão audacioso pode ser vantajoso para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2022.

 

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