Evasão preocupa

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Durante o período mais avassalador da pandemia do novo coronavírus, as comunidades escolares de Venâncio Aires se viraram como puderam para garantir que a educação de crianças e adolescentes não fosse prejudicada. O ensino, primeiro remoto e depois híbrido, foi a maneira encontrada para que o repasse e absorção de conhecimento não sofresse um corte profundo, ou até mesmo uma paralisação por tempo indeterminado.

A Covid-19 foi recuando, à medida que as vacinas ficaram à disposição, e agora os casos são, em sua esmagadora maioria, de menor gravidade, embora ainda exista registro de algumas internações e eventuais mortes. Por conta de tudo isso, estudantes e professores puderam retomar o convívio presencial que, todos concordam, é o melhor no processo de aprendizagem. Neste momento, as aulas já ocorrem normalmente.

Só que os profissionais de educação têm notado diferenças no que se refere à evasão escolar. A infrequência aumentou com a pandemia. De acordo com professores e diretores ouvidos pela reportagem da Folha do Mate para elaboração de matéria sobre o tema – que está sendo publicada nas páginas 4 e 5 desta edição -, os estudantes parecem estar cada vez menos atraídos pelo ambiente escolar. Tudo é motivo para ficar no conforto de casa, principalmente para adolescentes de 16 e 17 anos.

O alerta foi aceso. Isso porque é justamente nesta faixa etária que estão os estudantes mais infrequentes do Ensino Médio. À vontade de ficar em casa, soma-se o fato de que é neste período da vida que muitos têm interesse ou necessidade de começar a trabalhar, seja pelo sonho da independência financeira breve ou porque precisam contribuir para a renda da família.

E, por fim, em muitos dos casos, a escola acaba ficando em segundo plano, o que é considerado perigoso em relação ao futuro destas pessoas. As diretorias escolares, Conselho Tutelar e Ministério Público fazem de tudo para que as crianças e adolescentes estejam onde devem estar: na escola. No entanto, a situação é cada vez mais preocupante e o olhar atento e a atuação de todos os ‘atores’ da educação é muito importante para que tenhamos cidadãos formados na sua integralidade. Educação é direito constitucional.

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