O s venâncio-airenses precisam se conscientizar em relação à necessidade de proteger o Arroio Castelhano. A afirmação pode ser clichê, mas deve ser repetida a todo o momento,
um milhão de vezes, se for necessário. O manancial é o responsável por 90% do abastecimento das 51 mil pessoas que residem na área urbana da Capital Nacional do Chimarrão – segundo informação repassada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Clóvis Schwertner -, sem contar os outros tantos pontos importantes que poderiam ser aqui mencionados.

Mesmo assim, são poucas as pessoas – se considerarmos os cerca de 70 mil habitantes de
Venâncio Aires – que de fato se preocupam ou fazem algo de concreto para a preservação do arroio. Todos ouvem que a situação do Castelhano não é das melhores, mas só quem vê imagens como as que a Folha do Mate está publicando, nesta edição, tem noção da realidade. A reportagem chegou às fotos ao buscar informações sobre as causas das ‘mortes’ de árvores às margens da RSC-453. Quase não se acredita que, sob um amontoado de galhos, taquaras e lixo de todo o tipo passa o principal curso d’água da nossa terra.

As fotos, cedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, retratam fielmente o ponto onde se criou uma barreira natural, na região do bairro Battisti, que vira uma espécie de funil e torna extremamente lenta a passagem da água, fazendo com que um grande volume permaneça represado às margens da rodovia e agindo no apodrecimento da vegetação.

Não se trata de achar culpados – até porque o lixo que se acumula no Arroio Castelhano não é produzido e lançado na água apenas no Battisti, onde foi constatada a barreira -, mas as imagens “chocantes”, na opinião de Schwertner, precisam servir de alerta para Administração e comunidade. Todos têm que dar um pouco de si pela preservação. A Prefeitura está providenciando o processo licitatório para contratação dos serviços de limpeza, e o primeiro ponto a ser atacado será justamente esse. Mas também é preciso conscientização para que as ações não sejam em vão.

Em seguida virá o desassoreamento, com o emprego de maquinário para a extração da areia que se movimenta com as enxurradas e enchentes e piora a situação em vários pontos do arroio. Também está sendo encaminhado, de acordo com o secretário de Meio Ambiente, um estudo de toda a extensão do Castelhano, em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidrológicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Instituto de Sustentabilidade e Resiliência (ISR). A intenção é extrair um diagnóstico completo do manancial e propor medidas concretas para a sua preservação.

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