O Coronavírus é uma realidade entre nós, isso não há como negar. Há algum tempo deixou de ser preocupação apenas para chineses – país onde 2.747 pessoas já morreram -, iranianos, coreanos, italianos, filipinos, franceses e japoneses, todos também com mortes registradas. Até esta sexta-feira, 28, eram 182 casos suspeitos no Brasil, além de outros notificados pelas secretarias estaduais, que ainda não haviam sido analisados por técnicos do Ministério da Saúde. São Paulo tem um caso confirmado.

As suspeitas deram um salto gigantesco nos últimos dias e devem registrar ainda mais incremento, uma vez que somente agora os brasileiros começaram a se preocupar mais com o assunto. Enquanto o risco não é iminente, não está próximo, geralmente as pessoas tendem a não dar toda a atenção merecida. Mas, quando o perigo pode ser sentido, as coisas mudam. O volume de informações a respeito do Coronavírus vem se acumulando dia após dia nos veículos de comunicação e, o mais importante, é que as pessoas tenham consciência de que a prevenção, sim, é importante, no entanto não há motivo para pânico.

Profissionais médicos ouvidos pela Folha do Mate reforçam o que outros pelo Brasil afora têm dito: o percentual de mortalidade é baixo, de menos de 2%, e o vírus faz uma espécie de ‘seleção natural’, atingindo de forma mais intensa pessoas que tenham hepatite, cirrose alcoólica e câncer, por exemplo. Idosos também precisam tomar cuidado, mas não têm que mudar radicalmente suas rotinas. O Coronavírus deve chegar com um pouco mais de ameaça, mas ninguém precisa se desesperar.

As dicas para prevenção são muito semelhantes às divulgadas em relação à Gripe A: lavar as mãos sempre que possível e utilizar álcool gel para higienização; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; evitar os ambientes fechados, onde haja aglomeração de pessoas; e não compartilhas objetos pessoais como copo e talheres. Neste último caso, tem ‘respingo’ no chimarrão, bebida símbolo dos gaúchos. A orientação é para que, quem quiser tomar o mate, faça sozinho, sem aquela tradicional roda para passar a cuia de mão em mão.

Voltando ao exemplo da Gripe A, provavelmente teremos dias como quando foi dado o alerta de prevenção contra o Influenza. Não poderemos ‘brincar’ com a situação, pessoas serão medicadas contra o Coronavírus em casos de sintomas semelhantes e haverá descartes e confirmações. Mas temos que ter sempre em mente que ninguém foi vitimado pelo vírus no Brasil e, mais do que isso, que eventual contaminação pode ser eliminada com tratamento adequado e retorno às atividades normais.

A mobilização é importante, não há dúvida. Reza a lenda que mais vale prevenir do que remediar, e o momento é justamente de precaução, cuidado e responsabilidade. O poder público também já está fazendo a sua parte, reunindo profissionais para capacitação e alerta. As más notícias não podem ser descartadas, mas a aposta é de que o Coronavírus será vencido e fará parte do passado, em breve, pelo menos no que diz respeito à sua força de contágio. De qualquer forma, não custa nada manter a vigilância.

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