A Covid-19 chegou em Venâncio Aires. Os primeiros casos confirmados nesta semana alertam para um desafio que não estava distante, mas que ainda não batia a nossa porta. A transmissão comunitária, como disse o secretário municipal de Saúde, alerta para a necessidade de redobrar os cuidados.

O reflexo imediato? O número de pessoas usando máscaras. Quem andou pelas ruas de Venâncio Aires nestes últimos dias certamente enxergou uma cena que nunca se viu antes. Brancas, pretas, coloridas, divertidas ou discretas, as máscaras caseiras estão ganhando a adesão da comunidade. Nem mesmo os mais antigos viveram uma situação como estamos vivendo agora. Nem a pandemia de gripe A, no ano de 2009, levou tantas pessoas a usarem máscaras, como agora. Estamos vivendo dias históricos. A Festa Evangélica, que ocorreria em maio, por exemplo, foi cancelada pela segunda vez na história. A última vez que isso ocorreu foi na Segunda Guerra Mundial.

A partir do dia 27 de abril, seguindo o que outras cidades gaúchas também estão fazendo, o uso de máscaras será obrigatório para todos que saírem nas ruas da Capital do Chimarrão. O que há duas semanas era anunciado como uma campanha de prevenção e conscientização, agora se torna necessário e uma barreira essencial no combate ao inimigo invisível.

Para reforçar essa mensagem e a união das pessoas nesta força-tarefa, a Folha do Mate e a Terra FM lançam, neste fim de semana, a campanha ‘Tá na cara quem se cuida’. O objetivo é mobilizar a comunidade na prevenção e, ao mesmo tempo, promover interatividade nas redes sociais. Os leitores e ouvintes são convidados a postarem fotos, usando máscara e marcarem os dois veículos de comunicação no Facebook e Instagram. Os participantes estarão ampliando a conscientização e ajudando a divulgar a importância do uso.

O momento é delicado, mas exige equilíbrio. Estamos entrando em uma nova fase de cuidados, mantendo o distanciamento, mas retomando as atividades econômicas. Como disse o governador Eduardo Leite, nesta semana, “exatamente como uma medicação de uso contínuo, nós vamos controlar a dosagem, os momentos, os efeitos, os sintomas e o aumento ou a diminuição da dose recomendada.”

A mesma ideia vem sendo defendida pelo prefeito Giovane Wickert, que destaca a cada pronunciamento a importância do monitoramento dos impactos, sejam eles na saúde ou na economia e, a partir de dados e números, é tomada a decisão sobre os passos a serem dados.

Por ora, devemos fazer nossa parte e ampliar a rede de prevenção. Quem puder ficar em casa, deve ficar. Quem precisa sair, deve seguir as recomendações, mantendo o distanciamento e, claro, mostrando que ‘tá na cara’ que está se cuidando.

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