Às vezes, tudo o que se quer é colocar o fone de ouvido, dar o play numa música legal e se isolar do mundo. Vale tanto para momentos tristes quanto para o percurso até a escola ou a universidade, dentro da topique, na academia ou durante uma caminhada para espairecer. O fone de ouvido passou a ser quase um acessório indispensável para a galera e, com seus modelos diferentes, ajuda até mesmo a compor um look estiloso.

Na edição de hoje, dedicamos um espaço para falar sobre isso. Além de conhecer histórias de quem não abre mão do fone, para jogar videogame, ouvir música e até mesmo estudar, apresentamos diferentes modelos do acessório e dicas de como não prejudicar a audição. Boa leitura!

Fone de ouvido: um companheiro diário para hobby ou estudo

O fone de ouvido já é praticamente uma característica de Lucas Turcatto, 15 anos, pois está sempre com ele. Quando pega o celular, já coloca o fone junto. “Eu uso muito, para ouvir músicas, áudios, vídeos, estudar e dançar”, conta o estudante, que utiliza o acessório para não incomodar as pessoas à sua volta com o som.

Lucas Turcatto, 15 anos

Todos os dias, o fone acompanha o guri nas atividades, seja como hobby ou para estudo. Às vezes, o fone também é utilizado no intervalo da escola. “Quando não tem muito assunto com os colegas, eu uso o fone”, comenta.

Além disso, o fone acaba auxiliando como uma terapia para Lucas. Afinal, é para a música que ele recorre quando tem problemas, seja tocando piano ou escutando pelos fones de ouvido. “Música é uma terapia, uma paixão”, define.

Lucas observa que a qualidade do áudio é melhor pelo fone de ouvido, do que direto do celular. “Tive vários fones, mas agora, me adequei a um. Ele é com bluetooth, sem fios, porque os fios me atrapalhavam muito e acabavam estragando mais fácil”, explica. As músicas mais ouvidas pelo adolescente são eruditas, desde as barrocas até as contemporâneas, de compositores como Schöenberg e Ravel.

Acessório para games

Alex Sander dos Santos Krambech, 23 anos, usa fones para jogar games on-line. Ele curte fones do estilo headset, que são modelos maiores, normalmente procurados por quem joga. “Ele tem um design e formato melhor, que oferece um conforto sem doer as orelhas”, afirma.

Alex Sander dos Santos Krambech, 23 anos

O jovem diz que gosta de usar o acessório para jogar porque o áudio fica mais claro. “Em jogos de FPS, é possível ter uma ideia de onde está seu oponente em uma disputa em lugares fechados”, comenta.

Tipos de fone

Tem para todos os gostos. Para quem curte usar fones de ouvido para jogar, correr ou simplesmente escutar aquela playlist favorita no Spotify deitado no sofá. Os acessórios são de vários tipos e cada um tem suas particularidades. De acordo com a finalidade e o gosto do usuário, as lojas contam com opções para agradar o público em geral.

Para apresentar algumas opções, fizemos uma visita na Diart Informática e a proprietária, Josi Fernanda Schwendler, destacou as vantagens de cada tipo de fone. Confere aí!

Headset

Esse tipo é muito procurado pela galera que curte jogos on-line. Ele se destaca por proporcionar conforto, já que quem usa costuma ficar várias horas com o acessório. São fones maiores que barram o ruído externo para quem está com fone e também não permitem que outra pessoa que esteja perto escute o som. Alguns modelos têm iluminação em LED e todos são com microfone acoplado. São equipamentos de valores mais elevados, que também são escolhidos eventualmente por quem curte escutar música.

Sem fio

Para quem usa fones para fazer exercício físico, os modelos sem fio são os mais indicados. Eles funcionam via bluetooth e têm bateria recarregável que dura cerca de quatro horas. Os modelos vão desde os intra-auricular (modelos pequenos que são colocados dentro do ouvido) até os maiores, parecidos com os utilizados em games, porém, sem fio. Nos menores, os comandos podem ser dados por um botão no dispositivo ou diretamente no celular. Já nos maiores, as teclas ficam diretamente no acessório.

Intra-auricular

O modelo mais comum é o intra-auricular, o tipo de fone que acompanha os aparelhos celulares. Com fio e com o encaixe direto no ouvido, tem muitas variações conforme marca e material. Alguns têm a estrutura toda do mesmo material, já outros vêm com a proteção de silicone, o que para muitas pessoas torna mais confortável de usar. Algumas marcas oferecem mais de uma borracha na compra do fone, com diferentes tamanhos, para que a pessoa possa trocar com o passar do tempo ou que o tamanho mais agrade. Esse tipo também é mais fácil para a higienização, pois é possível retirar o silicone para fazer a limpeza. Os preços são bem variáveis e o que diferencia de um fone para outro é a qualidade do som ou o microfone acoplado ao equipamento.

Dicas para não prejudicar a audição

Seja para colocar os papos em dia com os amigos, em áudios ou chamadas de vídeo pelo WhatsApp, jogar ou escutar a música que mais gosta enquanto está no quarto ‘de boa’, os fones de ouvido fazem parte da rotina da galera. Apesar de o fone ser um amigo inseparável, o uso excessivo e a intensidade do volume podem colocar em risco a audição.

De acordo com a fonoaudióloga da Ouvesom Aparelhos Auditivos, Taissane Rodrigues Sanguebuche, o uso de fones de ouvido de forma inconsciente e excessiva pode causar danos irreversíveis à audição. “De modo simplificado, o volume alto agride as células de dentro do ouvido, fazendo com que elas fiquem ‘estressadas’ ou até mesmo parem de funcionar”, explica a profissional, que também é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Taissane indica que o volume deve estar regulado até a metade da intensidade máxima do aparelho sonoro. “A pessoa que está ao lado não pode escutar o volume dos fones de ouvido. Se isso ocorrer, significa que ele está realmente muito alto”, alerta.

Taissane Rodrigues Sanguebuche – Fonoaudióloga

Já em relação ao tempo de exposição, a fonoaudióloga observa que, se o fone de ouvido estiver em uma intensidade confortável e dentro do indicado, o acessório poderá ser usado durante uma hora por dia. Taissane argumenta que alguns estudos são mais flexíveis e apontam o uso mais prolongado, porém, com intervalos de descanso de uma hora.

Por isso, é importante retirar o acessório quando for dormir, para que não permaneça durante muitas horas agredindo as células internas do ouvido. “Assim como outros músculos, nossos ouvidos ficam cansados e precisam descansar”, ressalta a fonoaudióloga.

Na hora de escolher o acessório, ela afirma que os fones de ouvido supra-aurais – que formam uma concha ao redor do ouvido, como o headset – são os mais indicados. “Os fones de inserção, aqueles que se encaixam diretamente no canal auditivo, estão muito próximos à membrana do tímpano, por isso têm maior potencial para originar uma perda auditiva”, explica.

A perda auditiva relacionada ao uso de fones de ouvido pode ocorrer em qualquer idade. Por isso, é importante utilizar o acessório com bastante cuidado e atenção, e realizar regularmente exames auditivos.

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