Nova: espaço para conhecer novos amigos e trocar experiências

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Com 30 anos de história, completados em março de 2022, o Núcleo de Orquidófilos de Venâncio Aires, Mato Leitão e Passo do Sobrado (Nova) é uma referência para pessoas que apreciam as orquídeas. Mais do que uma associação civil sem fins lucrativos, a entidade é uma reunião de pessoas que gostam desse tipo de flor e, por meio desse hobby, buscam conhecimento e trocam ideias sobre a planta.

Segundo o presidente do núcleo, Silvio Jaeger, um dos objetivos da diretoria é aumentar o número de participantes nas reuniões, que ocorrem uma vez por mês. Os encontros são marcados pelo compartilhamento de informações e pela organização das participações do Nova em exposições realizadas em todo Rio Grande do Sul.

“O Nova é muito participativo e temos sócios com uma grande variedade de plantas. São associados com plantel bonito e bem cuidado”, avalia Jaeger. Para ele, a expansão do Nova colaborou para o crescimento da exposição de orquídeas realizada em Mato Leitão, por exemplo, que hoje recebe cerca de mil plantas. O município, que ostenta o título de Cidade das Orquídeas, também sedia uma festa em homenagem à flor.

Além disso, por causa da experiência do Nova na realização de bons eventos – já promoveu, inclusive, uma exposição nacional de orquídeas -, Mato Leitão será sede das comemorações dos 60 anos da Federação Gaúcha de Orquidófilos. Durante essa programação, agendada para o dia 12 de novembro, a diretoria do núcleo vai promover uma mostra de orquídeas entre os associados. “Será uma época que os cultivadores de Laelia purpurata vão ter muitas plantas bonitas”, observa o presidente da entidade.

Desafios

Para Jaeger, o maior desafio do Nova é continuar crescendo. “Muitas associações se perdem no tempo. É preciso continuar tendo a visão de interesse coletivo, antes do interesse pessoal.” De acordo com ele, que também é professor universitário e proprietário de um orquidário comercial, o núcleo tem uma mescla boa no que diz respeito à faixa etária.
“Temos alguns associados de mais idade e outros mais jovens. Vejo que temos condições de continuar crescendo, ser uma entidade muito participativa e continuar sendo respeitada no estado”, destaca. Outra meta do Nova é continuar tendo associados na diretoria da federação gaúcha.

A diretoria da entidade ainda busca oferecer aos associados conhecimento sobre as orquídeas, por meio de palestras, cursos e formações, que são ofertadas uma vez ao mês. “A cada três reuniões que participa, o associado também ganha uma muda de orquídea. São ações que estimulam a participação dos associados ”, acrescenta.

Conforme Jaeger, as orquídeas têm se popularizado muito na última década. “Cultivar orquídeas e fazer parte de uma associação dá alegria e prazer”, menciona. Quem tiver interesse em participar de alguma reunião do Nova ou se associar pode entrar em contato pelos telefones (51) 98155-9811, com Silvio, e (51) 99162-8455, com Márcia. O valor da anuidade é R$ 80 por pessoa e R$ 120 para o casal.

Atualmente, 65 é o número de associados do Núcleo de Orquidófilos de Venâncio Aires, Mato Leitão e Passo do Sobrado (Nova). A meta da diretoria é chegar a 80 integrantes até o fim do ano que vem.

Atual presidente do Nova, Silvio Jaeger, se associou à entidade em 2007 (Foto: Taís Fortes/Folha do Mate)

“O Nova é um ponto de encontro, de troca, de aprendizado e de contemplação da orquídea.”

SILVIO JAEGER – Presidente do Nova

Fundadores

• Carlos Knak, Cyro Rabuske, Jorge Augusto Queiroz Cavalgante, Urbano Naue, Milton Roos, Gerta Knak, Mathilde Rabuske, Dieter Knak, Leoni Inês Hinterholz, Regina Thereza Naue, Edmundo Konzen, Marcia Weiler Henkes, Yeda Maria Puhl, Egon Hartvin Christmann e Helma Hinterholz.

Presidentes

• Carlos Knak – 1992 a 1995
• Jorge Cavalcante – 1996 a 2001
• Carlos Knak – 2002 a 2003
• Milton Roos – 2004 a 2005
• Paulo Thiesen – 2006 a 2009
• Milton Roos – 2010 a 2011
• Silvio Aurélio Jaeger – 2012 a 2015
• Cláudio da Costa Cruz – 2016 a 2019
• Silvio Aurélio Jaeger – 2020 a 2023

“Cultivar orquídeas é um prazer, uma terapia”

Colecionar orquídeas é uma das paixões do casal Airton e Márcia Müller, ambos de 40 anos. Moradores de Linha Grão-Pará, no interior de Venâncio Aires, os metalúrgicos encontram no cultivo das flores uma forma de se desconectar das preocupações diárias e ‘renovar as baterias’. “É um prazer, uma terapia. Uma forma de desligar a chave”, comenta Márcia.

O hobby deles iniciou há quase 15 anos, quando Airton encontrou, em uma árvore às margens do arroio Castelhano, no Acesso Grão-Pará, uma Cattleya intermedia nativa. “Nunca tinha tido contato com orquídeas. Íamos em algumas exposições em Venâncio, no máximo em Santa Cruz, mas não tínhamos muito conhecimento. Achei a flor diferente e muito bonita. Levei uma muda dela para casa e a partir daí começamos a pesquisar”, recorda.

Ainda sem muita experiência, em 2008 eles começaram a cultivar as plantas. “No início, tínhamos elas ao ar livre, nas árvores. Por causa do excesso de umidade, sofremos muito com doenças nas orquídeas, que não sabíamos muito bem como tratar. Também não sabíamos como adubar elas corretamente”, relata Márcia.

Em 2014, quando tinham uma coleção de aproximadamente 200 orquídeas, se associaram ao Núcleo de Orquidófilos de Venâncio Aires, Mato Leitão e Passo do Sobrado (Nova). O contato inicial com a entidade aconteceu por intermédio de Milton Roos. “Na casa dele foi a primeira vez que conhecemos um orquidário. Fui em uma reunião para conhecer e percebi que eram todas pessoas simples, que cultivavam as flores em casa”, comenta Airton, que hoje é vice-presidente do Nova.

Estrutura

No momento, o casal tem dois orquidários, um de 95 metros quadrados e o outro de 98 metros quadrados, localizados em Linha Harmonia da Costa, na propriedade dos pais de Airton – Pedro Müller, 66 anos, e Marlise Bogorny Müller, 61 anos. Com a construção das estufas eles decidiram criar mecanismos para evitar o excesso de umidade nas plantas a partir do uso de cobertura no teto, que impende a entrada da chuva.

“Optamos em ser os donos da rega. Controlamos a umidade dos vasos e isso ajuda a evitar o surgimento de doenças”, destaca Márcia. Ela e o marido também investiram na realização de cursos sobre adubação e maneiras para tratar as doenças que atingem as orquídeas.

Além disso, eles ressaltam que entre os associados do Nova há um espaço de muita troca de informações e ideias. “Acontece muito de as pessoas levarem as plantas até a reunião para que outros colegas vejam e deem dicas. O Nova foi uma escola para nós, um aprendizado”, ressalta Márcia. Ela, que também é 1ª secretária do núcleo e 1ª tesoureira da Federação Gaúcha de Orquidófilos, ressalta que os colecionadores das orquídeas podem participar da reunião sem se associar à entidade, apenas para conhecer.

Curiosidades

Airton e Márcia apostam na diversificação, investindo na aquisição de diferentes espécies de orquídeas. A coleção atual do casal varia entre 3,5 mil e 4 mil plantas. O cuidado com as flores é realizado, normalmente, duas vezes na semana durante o inverno e três no verão. O período de replante acontece, no máximo, até a primeira semana de abril, e reinicia na primavera.

Como investem no cultivo de várias espécies de orquídeas, o casal tem o hábito de acompanhar todas as etapas de desenvolvimento das plantas bem de perto, para verificar se o manejo está correto. Para eles, o núcleo se tornou um importante espaço para a troca de experiências e para criar amizades.

Eles participam de exposições em todo o Rio Grande do Sul e já conquistaram muitas premiações. Entretanto, para Márcia, a mais importante delas é quando recebem o destaque do Nova. “Uma vez por ano são premiadas entre cinco e seis plantas que são destaque entre os associados. Dá muito orgulho ganhar”, salienta.

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