Artesanato: terapia que vira fonte de renda

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Por trás dos desenhos que faz com tinta e pincel, está uma pessoa realizada profissionalmente com aquilo que faz. Esta frase descreve o dia a dia da artesã Andréia Soares Schwendler, 47 anos, que descobriu, no artesanato, um significado para a vida.

Andréia sempre teve o sonho de realizar trabalhos manuais, mas não tinha coragem de fazer desta opção a principal fonte de renda. “Desde a minha infância, sempre tive o sonho de viver do artesanato, mas ouvia falar que esta atividade era para quem não gostava de trabalhar”, recorda a artesã.

No entanto, há quatro anos, Andréia, que atuava como diarista, percebeu o significado deste trabalho, assim que foi diagnosticada com depressão. “Eu estava com um dilema: ou fazia aquilo que eu gostava ou não queria mais viver”, destaca.

Assim que começou a conviver com este sentimento de angústia e infelicidade, Andréia decidiu abrir mão daquilo que fazia para se dedicar à pintura. No início, ela fazia trabalhos manuais para ela e para presentear aos outros. Mas, aos poucos, as pinturas foram ganhando mais visibilidade e ela começou a fazer peças sob encomenda, até deixar completamente o trabalho de diarista para se dedicar exclusivamente ao artesanato. “Com a faxina eu ganhava mais, mas percebo que dinheiro não é tudo, quando a gente tem saúde e faz o que gosta”, afirma.

Altos e baixos

No início da pandemia do coronavírus, a artesã percebeu uma redução dos pedidos. Porém, dois meses depois, a procura pelas peças se intensificou novamente. A artesã pinta em tecido, madeira e metal e faz este trabalho no ateliê de casa, em Linha Arroio Grande. Além disso, uma vez na semana, ela expõe as peças na Casa do Artesão. “Estou muito feliz, trabalhando ainda mais do que antes. O fato de as pessoas estarem mais tempo em casa, durante a pandemia, fez com que voltassem o olhar para o artesanato. Além das novas peças, tenho realizado restauração de objetos, para quem deseja renovar os ambientes”, observa.

“Para mim, o que conta é a qualidade de vida. Fazer aquilo que eu gosto com saúde e tranquilidade não tem preço.”

ANDRÉIA SOARES SCHWENDLER – artesã

Amigurumi: a descoberta de novas habilidades

Em meio à pandemia, a artesã Grazieli Laís Fritzen, 27 anos, desenvolveu novas habilidades. No final de março, os trabalhos como diarista reduziram bastante e, para ocupar o tempo livre, ela decidiu conhecer novas técnicas de artesanato. A venâncio-airense costumava fazer crochê e decidiu investir no amigurumi. “Quando conheci este trabalho, me apaixonei. Comecei a fazer pelo ponto mais simples e depois foi aprimorando”, destaca Grazieli, que por meio deste trabalho, garantiu uma nova fonte de renda.

A artesã, que mora há dois anos em Santa Clara, afirma que no início teve dificuldade de encontrar gratuitamente receitas (sugestões de trabalhos de amigurumi) para produzir as peças. Mas, depois que começou a participar de grupos de WhatsApp para trocar ideias e sugestões com artesãs, tudo ficou mais fácil. Atualmente, Grazieli produz, em média, um amigurumi por dia. “Quando tenho tempo, estou sempre produzindo algo novo. Este trabalho é uma terapia, alivia todo o estresse”, indica.

Grazieli começou a fazer amigurumi para vender, durante a pandemia do coronavírus. (Foto: Divulgação)
Grazieli começou a fazer amigurumi para vender, durante a pandemia do coronavírus. (Foto: Divulgação)

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