Amsterdam é uma das cidades mais adiantadas na retomada ao turismo, inclusive com restaurantes em operação. (Foto: Ana Flávia Hantt/Divulgação)

PÉ NA ESTRADA

Por: Ana Flávia Hantt*

O momento ainda é de tensão no mundo devido à pandemia de coronavírus, mas muitas pessoas com viagens internacionais marcadas para os próximos meses aguardam com expectativa a abertura de fronteiras. E não se tratam apenas de turistas.

Na minha vinda da Bélgica para o Brasil, por exemplo, conversei com uma brasileira cuja enteada adolescente, que estava passando férias aqui no país, ainda não havia conseguido retornar para sua casa em solo belga. Outros aguardam para retomar os estudos no exterior ou mesmo para fazer negócios ou resolver questões burocráticas (caso de quem está em um processo de dupla cidadania, por exemplo).

Foi com alívio, portanto, que muitos receberam, nesta semana, a notícia de que a União Europeia anunciou a retomada gradual de viagens turísticas entre os países do próprio grupo. A recomendação prevê a liberação gradual das fronteiras internas e permite que negócios ligados ao turismo voltem a operar, desde que respeitadas as medidas de segurança sanitária.

Um dos países mais adiantados no relaxamento das medidas, a Alemanha liberou a partir deste sábado sua fronteira com Luxemburgo. O próximo passo é encerrar os postos de controle com a Dinamarca. Da mesma forma, cada um dos países da União Europeia está organizando seu calendário. A Bélgica, por exemplo, pretende abrir suas fronteiras em 8 de junho.

Essas medidas, no entanto, ainda não dizem respeito aos brasileiros, que continuam impedidos de entrar na maioria das nações europeias. Mesmo assim, a notícia de que o grupo organiza a retomada do turismo, parece animadora a um curto ou médio prazo.

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10%

é quanto o turismo normalmente contribui para o PIB na Europa.

Demais regiões do mundo

Ao redor do globo, mais países anunciaram datas possíveis para a retomada das viagens turísticas. A vizinha Argentina proibiu a venda de passagens aéreas até o início de setembro. A Austrália e a Nova Zelândia, ambas ainda com fronteiras fechadas, pretendem em breve criar ‘uma bolha’ de viagem entre as ilhas. Bolívia, Chile, Canadá e Índia, assim como outros países, continuam com fronteiras fechadas para estrangeiros por tempo indeterminado.

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