Dias que antecederam a chegada do Furacão Barry, em 2019, em Nova Orleans, trouxeram enchentes à cidade. (Foto: Ana Flávia Hantt/Divulgação)
Dias que antecederam a chegada do Furacão Barry, em 2019, em Nova Orleans, trouxeram enchentes à cidade. (Foto: Ana Flávia Hantt/Divulgação)

PÉ NA ESTRADA

Por Ana Flávia Hantt*

As notícias desta semana me levaram de volta para o ano passado. Na quinta-feira pela madrugada, o Furacão Laura atingiu o estado de Luisiana, nos Estados Unidos, com a força de uma tempestade de categoria quatro e ventos de até 240 quilômetros por hora. Até este momento, o fenômeno já havia causado mais de vinte óbitos no Caribe e cerca de dez nos Estados Unidos. Segundo as autoridades norte-americanas, esse foi o furacão mais forte a chegar no país desde 1856.

No mesmo período do ano passado, foi o furacão Barry que assustou a população dos estados do Texas, Georgia e Luisiana. Na ocasião, eu estava realizando um house-sitting na cidade de Nova Orleans e, juntamente com minha amiga, Josiele Baron, pude vivenciar a agonia que antecipa a chegada de um furacão.

A vida simplesmente para, enquanto os governantes tentam preparar as cidades para o impacto da natureza. Esse é o único tópico discutido nos veículos de comunicação, aulas e outros serviços não essenciais são cancelados, e a única preocupação é preparar as residências e os estoques para ficar até três dias sem energia elétrica e água potável.

No dia em que o furacão está previsto para chegar, a única coisa que resta a fazer é sentar pacientemente e aguardar pelo que o fenômeno irá trazer. Se for à noite, ninguém dorme, já que o barulho do vento e da chuva são um lembrete constante do que acontece do lado de fora.

Felizmente, as autoridades costumam estar preparadas para o pior e, dentro do possível, os riscos são diluídos. Ainda assim, se perdem vidas, sem falar em bens materiais. Fica a solidariedade para todos.

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