Foto: Rosilene Müller / Tudo & TodasIntruso no meio da mulherada
Intruso no meio da mulherada

No espaço dedicado ao intruso, com certeza não vou tentar desvendar os mistérios da mente feminina, até porque não saberia encontrar respostas para isso. Acredito que o papel do intruso nesta conversa, será muito mais de apontar desafios que nós, homens, temos em conviver com a sabedoria  das mulheres.

Atualmente o nosso país, que convenhamos, ainda é jovem, passa por um período de mudanças. Cada vez mais temos mulheres comandando empresas, prefeituras e a nação. Porém, com certeza ainda há muito preconceito. A capacidade da classe feminina em lidar com desafios diários, compreender as necessidades dos outros, escutar e resolver problemas, é algo admirável.

Mas, ainda é difícil para certos ‘machos’ do planeta aceitar esta mudança no cotidiano mundial. Por isso, vamos buscar mostrar que isso é algo completamente natural, em que a competência reina, e não o gênero. Até porque sabemos que para muitos problemas enfrentados, o jogo de cintura feito pela mulherada gera melhores resultados.Algo que me incomoda ainda é o fato de que no Brasil, a presença feminina na política é pequena, porém crescente. Por exemplo, no Congresso Nacional, dos 513 deputados federais hoje, apenas 46 são mulheres. Para o Senado, foram eleitas oito candidatas em 2010, sendo que há 81 parlamentares na Casa.

Em Venâncio houve um aumento na representatividade feminina na Câmara de Vereadores. Na última legislatura, entre 2009 a 2012, eram nove homens e apenas uma mulher. Atualmente, são 15 parlamentares e três representam o universo feminino. Ana Cláudia do Amaral Teixeira (PDT), Cleiva Heck (PDT) e Helena da Rosa (PMDB) lutam para aumentar ainda mais a presença da mulher na política.

Um dado apresentado em novembro de 2013, demostra também que quase metade das iniciativas de empreendedorismo brasileiras tem à frente uma liderança feminina. A informação foi divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A presença delas na direção das corporações é bem maior ao redor do globo, mas, no Brasil, elas já estão com plena inserção no mercado de trabalho, seja para dirigir o próprio negócio ou colocar em prática e administrar as ideias de outros empreendedores. Em sua maioria, segundo estudo da Escola de Negócios da Universidade Leeds, no Reino Unido, as mulheres são atenciosas e focadas nos resultados que devem ser alcançados, além de serem mais ‘multitarefas’ do que os homens. Além disso, a pesquisa aponta que com mulheres na diretoria, as empresas têm 27% menos risco de falir se comparadas com aquelas que possuem apenas homens no corpo diretivo.

Espero que o país mais empreendedor do mundo, coloque à frente de suas empresas mais a presença feminina. Quem sabe o Brasil teria mais condições de competir mundo afora. Com tanta representatividade feminina no Brasil, e com muito mais espaço para elas, o país conseguirá evoluir seu desempenho, seja ele social, econômico e especialmente na força da sua jovem democracia. Elas são fantásticas, mudam a realidade de empresas, conseguem construir novos sentidos no governo e promovem a evolução da nação. Espero que, nós homens, cada vez mais tenhamos a sabedoria de aprender a fazer diferente, como as mulheres. As crianças irão agradecer.