Anualmente, a Estônia estima fornecer 1,8 mil vistos a nômades digitais (Foto: Divulgação)
Anualmente, a Estônia estima fornecer 1,8 mil vistos a nômades digitais (Foto: Divulgação)

PÉ NA ESTRADA

Por Ana Flávia Hantt*

Com a ampliação do home office em função da pandemia, há uma tendência de que muitas vagas se tornem permanentemente remotas. De olho nisso, alguns países já anunciam o lançamento de vistos especiais para nômades digitais, ou seja, pessoas que viajam pelo mundo enquanto trabalham utilizando o computador e acesso à internet.

A Estônia, país báltico localizado no nordeste europeu, aprovou uma emenda em sua Lei de Migração, a qual passa a aceitar trabalhadores que não estejam vinculados a um escritório físico a viver legalmente em seu território por até um ano.

O país, que busca se tornar referência como estado eletrônico, já possui o programa e-Residency, o qual oferece a empreendedores estrangeiros a possibilidade de abrir uma empresa on-line dentro da União Europeia, ter uma identidade e conta bancária, sem estarem fisicamente presentes. Anualmente, a Estônia estima fornecer 1,8 mil vistos a nômades digitais.

Na mesma linha, Barbados, localizado no Caribe, anunciou nesta semana que pretende oferecer visto de doze meses para turistas de longa permanência, ou seja, que possam morar e trabalhar remotamente no país. O projeto ainda está em fase de avaliação, mas já anima aqueles que desejam ‘sair do escritório’ e dar de cara com as águas azuis do mar caribenho.

Alemanha, Espanha e Portugal já oferecem opções de visto para freelancers com comprovação de renda mensal, mas as medidas vindas da Estônia e do Caribe prometem ser as primeiras no mundo voltadas a pessoas que tenham contrato com um único empregador.

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Melhores destinos para nômades digitais

– Chiang Mai (Tailândia)
– Bali (Indonésia)
– Lisboa (Portugal)
– Budapeste (Hungria)
– Buenos Aires (Argentina)
– Berlim (Alemanha)
– Goa (Índia)
– Tokyo (Japão)
– San Francisco (Estados Unidos)
– Tel Aviv (Israel)

* O ranking elaborado pelo site Melhores Destinos considera custo de moradia, acesso à internet e apelo turístico. Estes destinos ainda não oferecem nenhum tipo de visto específico aos nômades digitais.

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