Viajantes que ingressarem no Reino Unido a partir de 8 de junho terão que cumprir 14 dias de quarentena. (Foto: Ana Flávia Hantt/Divulgação)
Viajantes que ingressarem no Reino Unido a partir de 8 de junho terão que cumprir 14 dias de quarentena. (Foto: Ana Flávia Hantt/Divulgação)

PÉ NA ESTRADA

Por Ana Flávia Hantt*

É impressionante como não tínhamos ideia da dimensão da pandemia quando ela se iniciou. Lembro que em março desse ano, quando se iniciou o lockdown na maioria dos países da Europa, pensei que seria questão de poucas semanas e logo poderia seguir viagem. Em poucos dias, ficou claro que esse não seria o caso.

Ao mesmo tempo em que a Bélgica fechava fronteiras, as mensagens que eu trocava com os donos das casas nas quais me hospedaria no Reino Unido, meu próximo destino, tinham o mesmo tom. Os anfitriões com viagens marcadas para a Índia, a Argentina e para os Estados Unidos, um a um, cancelaram seus planos.

A quarentena foi estendida inúmeras vezes, tanto que a Bélgica ainda não abriu suas fronteiras com o restante da Europa – o que está previsto para ocorrer no dia 15 de junho, depois de três meses de confinamento. Enquanto isso, não há previsão de quando turistas brasileiros poderão ingressar nos países da União Europeia e também nos Estados Unidos.

Nesta semana, tive uma conversa com uma anfitriã inglesa, que me receberia durante o mês de agosto. Com viagem marcada para o Brasil, onde possui relações familiares, ela já adiou os planos por tempo indeterminado. Da mesma forma, viajantes que chegarem ao Reino Unido, terão que cumprir 14 dias de quarentena obrigatória, o que inviabiliza o turismo tradicional.

É claro que todas essas medidas são compreensíveis e importantes para se conter os efeitos da pandemia, mas não deixa de surpreender a extensão do tempo em que teremos nossas ações limitadas.

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