Derivado da cloroquina, a hidroxicloroquina, também foi um medicamento muito procurado em março (Foto: Elaine Regina Haas/Divulgação)
Derivado da cloroquina, a hidroxicloroquina, também foi um medicamento muito procurado em março (Foto: Elaine Regina Haas/Divulgação)

Por Eduarda Wenzel e Taís Fortes

Há uma semana, o Ministério da Saúde incluiu a cloroquina e o seu derivado, a hidroxicloroquina, no protocolo de tratamento para pacientes com quadro leve da Covid-19. A pasta ainda informou que cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não a medicação, sendo necessária ainda a vontade declarada do paciente. Com essa mudança, o uso da medicação voltou novamente à pauta.

Levantamento realizado pela Folha do Mate com 13 farmácias particulares instaladas em Venâncio Aires, aponta que o pico pela procura da substância aconteceu em março, quando começou a ser divulgada a possibilidade de o medicamento auxiliar no tratamento da Covid-19. Nesse período, muitos estabelecimentos chegaram, inclusive, a registrar falta da medicação.

Ainda, conforme as farmácias, em março era comum ver pessoas sem receita médica se informarem sobre o uso da medicação, em especial por causa da pandemia do novo coronavírus. Contudo, em 20 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadrou a cloroquina e seus similares como controle especial. Após a nova regra, algumas farmácias perceberam que a procura pelo medicamento estabilizou e a demanda que passou a ser quase exclusivamente de pacientes que fazem uso da substância para tratar outras doenças, como artrite reumatóide e lúpus.

Levantamento

A partir da pesquisa realizada com as 13 farmácias localizadas tanto no Centro quanto em bairros, a Folha do Mate também apurou que, do total de estabelecimentos consultados, apenas cinco não oferecem o medicamento no momento, a maioria por dificuldade de compra.

Das farmácias ouvidas, duas não sofreram com a ausência da cloroquina, pois trabalham com a manipulação dessa e de outras medicações. Uma delas é a Bem Ativa. “No início da pandemia, as prateleiras esvaziavam rápido, mas agora a procura está normalizada”, afirma a farmacêutica e proprietária do local Luciane Martins. A profissional também conta que tem clientes que compram o medicamento todo mês. “Procuramos avisar as pessoas que necessitam do tratamento, que teria que ter receita para a próxima compra, assim eles não ficariam sem o remédio”, observa.

Organização Mundial da Saúde

Na segunda-feira, 25, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes com a hidroxicloroquina,medicamento para malária, em pacientes com Covid-19. Segundo a organização, a medida foi tomada por questões de segurança.

Indicações

  • Conforme a bula da cloroquina, o medicamento é usado para doenças como: afecções reumáticas e dermatológicas, artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, lúpus eritematoso discoide e condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar.

Farmácia Municipal

  • Na Farmácia Municipal, o medicamento não apresentou falta. Conforme informações fornecidas pelo local, a substância é concedida pelo Estado e por esse motivo apenas pessoas cadastradas – que têm doenças como polimiosite, dermatomiosite e lúpus – a recebem gratuitamente.

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