A Escola do Chimarrão de Venâncio Aires precisou se adequar para voltar a receber turistas durante a pandemia da Covid-19.
Espaços da Escola do Chimarrão foram individualizados para garantir o recebimento dos turistas (Foto: Ana Carolina Becker/Folha do Mate)

Quem visitar a Escola do Chimarrão, em Linha Travessa, em meio à pandemia do coronavírus, encontrará um novo cenário: um tapete logo na porta de entrada orienta para a limpeza dos pés e, logo ao lado, um suporte oferece álcool em gel para a higienização das mãos. Um novo formato necessário para que a entidade possa retomar, de forma gradativa, as visitações.

No primeiro dia em que as visitas de grupo foram retomadas, na terça-feira, 1º, 18 pessoas se inscreveram. A secretária executiva do Instituto Escola do Chimarrão, Rejane Rüdiger Pastore, explica que todas são da região metropolitana e integram um grupo que virá no dia 19.

“As inscrições para essa excursão abriram recentemente e, até fecharem as vagas, pode haver mais interessados”, comemora. Além disso, há a possibilidade de outras visitações serem agendadas antes.

Devido à pandemia, Rejane precisou repensar a estrutura da Escola do Chimarrão. “Eu pensei muito em como fazer para retomar as atividades e surgiu essa ideia de um móvel individualizado para cada visitante”, explica. No momento, foram feitos 16 móveis e as cadeiras que antes eram utilizadas juntas, em formato de plateia, foram distanciadas. “Essa é a forma que encontrei para garantir a segurança de todos”, observa.

“Aqui é uma sala de aula diferente, onde não usamos lápis e caderno, mas cuia e bomba.”

REJANE RÜDIGER PASTORE – Secretária executiva do Instituto Escola do Chimarrão

A Escola do Chimarrão de Venâncio Aires precisou se adequar para voltar a receber turistas durante a pandemia da Covid-19.
Rejane explica que foram adotados protocolos de higienização (Foto: Ana Carolina Becker/Folha do Mate)

Além dos móveis individuais, cada turista receberá o seu kit chimarrão para a aula que ensina sobre a história da erva-mate, os benefícios da planta, além de proporcionar a experiência do preparo da bebida. Rejane conta que foi necessário um investimento de R$ 3 mil. Nesse valor, além da compra dos móveis, está inclusa a despesa com a aquisição de porta-guardanapos, frascos de álcool gel, álcool gel 70%, colheres e espátulas.

Rejane conta que a pandemia trouxe a realização de um sonho que era o de realizar de forma mais individualizada dos atendimentos. “Antes, pessoas da plateia eram convidadas para preparar algum modelo de chimarrão, agora, todas as 16 preparam algum e pedem ajuda quando precisam”, ressalta.

Com um aspecto de sala de aula, a secretária executiva garante que a expectativa é positiva mesmo com a pandemia. “Sabemos que, a partir de agora, há uma nova tendência de turismo. As pessoas irão buscar por locais mais próximos de casa para visitar, assim como passeios individualizados e em grupos menores”, diz.

Passo a passo para preparar o chimarrão em tempos de pandemia

Com as mudanças exigidas, o preparo do chimarrão na instituição precisa ser dessa forma:

  1. Após sentar na mesa individual, é preciso higienizar as mãos.
  2. Trocar a máscara, que está utilizando por uma de zíper, que também estará disponível para o aluno.
  3. É preciso usar o álcool 70% para borrifar na cuia e na bomba.
  4. Quando todos esses passos forem finalizados, o visitante está apto a preparar o chimarrão.

Como visitar a Escola do Chimarrão

Interessados em conhecer o empreendimento, que integra a Rota do Chimarrão, podem fazê-lo de duas formas. Uma possibilidade é por meio de agendamento com agência receptiva Venatur ou com a turismóloga Sônia Lang, para visitar a escola e outros pontos da Rota do Chimarrão. Também é possível visitar somente a Escola do Chimarrão, por meio de agendamento com a própria secretária executiva, pelos telefones (51) 99708-9574 ou (51) 99337-2151. O custo por pessoa é de R$ 12.

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