Após atualização, nesta segunda-feira, seis das 20 regiões do Rio Grande do Sul estão na bandeira vermelha do Distanciamento Controlado. Venâncio Aires faz parte da região número 28, que permanece com a bandeira laranja (Foto: Reprodução)
Após atualização, nesta segunda-feira, seis das 20 regiões do Rio Grande do Sul estão na bandeira vermelha do Distanciamento Controlado. Venâncio Aires faz parte da região número 28, que permanece com a bandeira laranja (Foto: Reprodução)

Por Ana Carolina Becker e Carlos Dickow

Preocupada com a região do Vale do Rio Pardo, que pode chegar à bandeira vermelha no Distanciamento Controlado do Governo do Estado, a Prefeitura de Venâncio Aires, junto com os municípios que integram a região, intensifica ações de prevenção à Covid-19. Além do toque de recolher, que agora passa da meia-noite para as 22h, a meta da Administração é retomar as ações de prevenção nas ruas.

De acordo com a fiscal de posturas e coordenadora técnica da Secretaria da Fazenda, Daniele Mohr, mesmo que a região tenha mantido a bandeira laranja para esta semana, existe uma preocupação para evitar proximidade com índices que remetam à bandeira vermelha. Na sexta-feira, 3, o prefeito Giovane Wickert afirmou que por muito pouco – 0,04 em um quesito – a região não foi para classificação vermelha.

Pelo fato de julho ser um mês com aumento do número de doenças respiratórias, em função do frio, Daniele explica que isso eleva ainda mais o tom de alerta. “A nossa preocupação é de que se não formos um pouco mais restritivos agora, a gente não consiga controlar a situação”, argumenta. Ela também faz referência ao quanto a economia local será afetada caso a bandeira do distanciamento mude para a cor vermelha.

“Precisamos do apoio de todos e da consciência coletiva.”

DANIELE MOHR – Fiscal de posturas e coordenadora técnica da Secretaria da Fazenda

Máscaras

Para que não seja necessário aumentar as restrições, a meta é retomar as ações de incentivo ao uso e fornecimento de máscaras nas ruas. Daniele salienta que as intervenções foram reforçadas nos finais de semana, com intuito de evitar aglomerações. “Nesse final de semana, fizemos novos registros em uma cancha de bocha e em uma igreja que estavam com superlotação”, exemplifica. Ela garante que a Administração deve ser ainda mais rígida. “Vamos ser imparciais em relação às atividades. Todos aqueles que estiverem descumprindo o decreto serão notificados e, se necessário, faremos o registro de termo circunstanciado, multa e interdição”, observa.

O que muda em caso de bandeira vermelha

  • Comércio varejista não essencial – 25% dos trabalhadores sem atendimento ao cliente, apenas comercio eletrônico e tele-entrega.
  • Comércio varejista de itens essenciais – 50 % dos trabalhadores e da capacidade de lotação.
  • Comércio varejista de produtos alimentícios – 50% dos trabalhadores e da capacidade de lotação.
  • Indústria – Com exceção das indústrias de transformação e extrativa, que são 25%, as demais são 75% dos trabalhadores. Predomina o teletrabalho e o presencial restrito.
  • Restaurantes à la carte, prato feito e buffet sem autosserviço – 50% dos trabalhadores, sem atendimento no local, apenas tele-entrega, pegue e leve e drive-thru.
  • Lanchonetes e padarias – 50% trabalhadores, sem atendimento no local, apenas tele-entrega, pegue e leve e drive-thru.
  •  Hotéis e similares – 40% dos quartos.
  • Hotéis e similares (beira de estradas e rodovias) – 75% dos quartos.
  • Casas noturnas e bares – Fechados.
  • Museus, bibliotecas arquivos, acervos e similares – Fechados.
  • Academia de ginástica (inclusive em clubes) – 25% dos trabalhadores e limite de capacidade definido pelo decreto municipal, conforme autorização específica do estabelecimento.

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