Foi em uma cooperativa que a empreendedora Eliana Aparecida Nunes, conseguiu a oportunidade de tornar o negócio de 20 anos mais sustentável.
Com o financiamento da cooperativa de crédito, Eliana comprou uma geladeira maior, reformou a cozinha e instalou placas de energia solar no empreendimento (Foto: Roni Müller/Folha do Mate)

Foi em uma cooperativa que a empreendedora Eliana Aparecida Nunes, 45 anos, conseguiu a oportunidade de tornar o negócio de 20 anos mais sustentável, com a implantação de energia solar.

Proprietária de uma padaria em Linha Ponte Queimada, interior de Venâncio Aires, ela procurou a Cresol, cooperativa de crédito instalada há sete meses em Venâncio Aires, para financiar as placas de energia fotovoltaica e reformar a cozinha. “Foi tudo muito rápido, em duas semanas já tinham autorizado o crédito, foi ótimo para mim”, conta.

O ‘Delícias da Eliana’ começou na cozinha de casa e hoje tem uma sede própria na frente da residência da família. Eliana percebeu que, há 2 anos os gastos com conta de energia elétrica estavam muito elevados e, por isso, decidiu investir na energia solar.

As contas variavam de R$ 800 a R$ 1,2 mil por mês e, agora, ela só paga a taxa da concessionária de energia elétrica. “Em 2018 e 2019, trabalhei para pagar a luz. A parcela do financiamento é bem mais baixa do que eu pagava na conta, vale muito a pena”, comemora.
Também com o financiamento da cooperativa, Eliana reformou a cozinha onde faz os produtos. “Troquei as janelas, fiz uma bancada e comprei uma geladeira maior”, detalha.

Segundo ela, a carência de seis meses para o início do pagamento das parcelas e a taxa de juros reduzida ajudaram para as melhorias do empreendimento.

Para o próximo ano, a intenção é reformar outra parte da cozinha, com a colocação de gavetas e bancada em inox. A empreendedora começou com a produção de bolachas e, hoje, já não sabe dizer qual é o carro-chefe do negócio, pois trabalha com uma grande variedade de produtos.

Bolachas, pães, bolos, tortas, doces e salgados estão entre os itens produzidos, que têm como segredo o sabor caseiro. “A maioria dos processos é feita à mão. Tentei fazer com máquina, mas perde o sabor caseiro, que é o que os clientes gostam.”

Eliana tem clientes fiéis para quem comercializa produtos desde o início do negócio e, recentemente, firmou uma parceria com um mercado de Bom Retiro do Sul. “Eu não senti muito a crise da pandemia porque estou vendendo o mesmo ou até mais. O diferente é que agora as tortas são menores, com até 10 fatias”, comenta.

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