Últimos moradores a chegarem, coelhos são os xodós de Maria e do marido Dirceu (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Cada casa é diferente e cada família tem suas particularidades. Enquanto na maioria das residências com bichinhos de estimação são encontrados apenas gatos ou cachorros, na casa da secretária Maria Eroni Hickmann, 42 anos, o dia a dia é diferente. Os cachorros Bonita e Max, a calopsita Kiko e os coelhos Toelho, Keinho e um que ainda não foi batizado, também fazem parte da família.

Na residência localizada no bairro São José, vivem também o marido dela, Dirceu, o filho mais novo, Diego, e a namorada dele, Camili, que dividem as tarefas para o cuidado com os demais moradores.

A primeira a chegar na casa foi Bonita, que hoje tem 13 anos. O filho mais velho de Maria, Ricardo, 26 anos, gosta muito de animais desde a infância e ganhou a cachorra de um amigo. Bonita, que vivia com outros cães, logo se adaptou ao lar e ganhou um novo amigo, Max. Porém, ele tinha uma doença e acabou falecendo.

Bonita e Max: amizade e sintonia dos irmãos de quatro patas (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Percebendo a tristeza dela, a família decidiu comprar um pinscher parecido para tentar alegrar a cachorra. O novo morador ganhou o mesmo nome do outro e foi amor à primeira vista. “Ela logo cheirou o filhote e voltou a brincar novamente. O Max salvou a Bonita”, lembra Maria.

Max cresceu e todos perceberam que ele não era da raça que pensavam, mas o vínculo entre os dois já estava formado. No mesmo período, a casa ganhou mais um morador, mas esse não era de quatro patas. A calopsita, que foi batizada como Kiko, fica numa gaiola ao lado da porta dos fundos da residência, de frente ao canil dos ‘irmãos’.

Em novembro do ano passado, uma nova espécie de moradores passou a fazer parte da família. “Meu marido sempre dizia que queria ter um coelho, então resolvi dar um de presente”, conta Maria. Depois do primeiro, outros dois foram também foram levados até a casa pelo filho, que tem uma agropecuária. “O último que veio deve ficar só por um tempo, a princípio”.

Kiko faz parte da família Hickmann há sete anos (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

CONVÍVIO

A secretária afirma que gosta muito de animais desde a infância e ter um pátio grande possibilitou que pudesse cuidar de mais de um. “Eles não dão muito trabalho, dou água e comida três vezes por dia e fora isso são só vacinas e muito carinho”, destaca Maria.

Ela conta que eles se dão muito bem. Quando a família não está em casa, os cachorros ficam no canil e os coelhos soltos. “Quando estamos por perto deixamos os cachorros junto dos coelhos, eles respeitam o espaço de cada um”.

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