O Compost Barn é um grande estábulo com cama de serragem em compostagem e o sistema robotizado de ordenha com dois boxes.
Família Frey iniciou a ordenha robotizada há uma semana (Foto: Leandro Osório/ AI Prefeitura)

Para marcar os primeiros sete dias de operação com o novo sistema de ordenha robotizada, os gestores do executivo estiveram na segunda-feira, 29, no 4º Distrito de Venâncio Aires, em Linha Cecília, onde a cultura do leite atravessa gerações a mais de 50 anos, e hoje passa de pai para filha. Na propriedade de Írio Frey foram investidos cerca de R$ 3 milhões na construção de um galpão de 75 metros de comprimento por 38 metros de largura, com capacidade para 140 animais, distribuídos por 15 metros quadrados por animal, totalizando 2.948,94 metros quadrados de construção. Dentro de toda essa estrutura, iniciada em janeiro do ano passado, está o Compost Barn, um grande estábulo com cama de serragem em compostagem e o sistema robotizado de ordenha com dois boxes.

Atualmente a produção é de aproximadamente 600 mil litros por ano com 76 matrizes da raça Holandesa. Sob a administração de Marina Frey, filha do proprietário, a expectativa é de que se atinja com o novo processo robotizado, cerca de quatro mil litros por dia com 140 matrizes em ordenha. Marina é Bióloga por formação, trabalhava no departamento financeiro de uma Universidade e residia no centro de Venâncio Aires. Decidiu no início do ano retornar para casa e dar sequência na tradição família.

O presidente do Conselho Administrativo da Dália Alimentos, Gilberto Piccinini, também acompanhou o início dos trabalhos na Fazenda Frey (Foto: Leandro Osório/AI Prefeitura)

De acordo com Irio José Frey, 64 anos, produtor que está em meio à atividade leiteira há mais de cinco décadas, “esse avanço na propriedade só se deu a partir da decisão da filha Marina, que decidiu retornar e assumir os negócios. Já estava com pensamentos de parar”. Já para a Marina, 32 anos, o pai é um visionário, um homem com pensamentos para frente. “Desde criança a gente sempre ajudou em tudo aqui. Muita gente quando chega se admira por eu ser mulher e estar na lida, na ativa. E isso no agronegócio está cada vez mais forte. A gente dar continuidade nesse negócio, que já ultrapassa gerações, é um sonho antigo. O desejo é de retirar deles um pouco da sobrecarga do trabalho com leite. São os 365 dias do ano junto com as vacas, não tem hora, faça chuva, sol ou frio. A gente agradece toda a atenção e o empenho da Emater e da Secretaria de Desenvolvimento Rural que nos auxiliou nesse processo”.

Segundo o Vice-Prefeito Celso Kramer, a sucessão rural é garantia da tradição ensinada no dia a dia do campo, com as mãos calejadas na inchada e os ensinamentos que se trás desde a infância. “Agora a gente colhe os frutos das sementes que a gente plantou com eles. Eu também estou promovendo a sucessão rural lá nas minhas terras, na parte do fumo estou também fazendo isso com meu filho na fumicultura. E é um orgulho ver que o nosso empenho está promovendo a continuidade com mais qualidade, mantendo a nossa cultura rural ativa e crescente”.

Para o Prefeito Giovane Wickert, este é um dos mais avançados investimentos dentro da cadeia leiteira que Venâncio Aires possui. “Esse é um investimento de R$ 3 milhões. Não é pouco. E não é qualquer um que tem essa coragem de se arriscar no momento de crise que estamos vivendo. Lembro que há sete anos, na missão empresarial à Hannover, na Alemanha, nós visitamos o Estado de Niedersachsen, um dos maiores produtores de leite. E eu vi toda essa modernidade lá, tudo automatizado. E tudo isso aqui está funcionando igual! E sete anos depois, a modernidade que eu vi lá está aqui, na minha cidade, no nosso município mostrando que as coisas podem acontecer”.

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