Keli observa os preços e afirma que comprará menos que em 2019 (Foto: Eduarda Wenzel/ Folha do Mate)

A maior procura por chocolates começa na semana que antecede a Páscoa, mesmo assim, os supermercados já estão sentindo o impacto nas vendas, resultado das medidas de isolamento social para prevenção da Covid-19.

Neste ano, a jovem Keli Queiroz, 20 anos, diz que irá reduzir as compras de Páscoa. “Estou olhando os preços e analisando como fazer. Vou comprar apenas um ovo de chocolate para meu afilhado”, comenta, enquanto olha os produtos no Supermercado Lenz.

Ela também recorda que no ano passado comprou apenas dois presentes. “Não gastei muito na última Páscoa e, neste ano, irei economizar mais ainda, porque na situação atual não sabemos como será o amanhã.”

No Supermercado Lenz os chocolates já estão expostos há cerca de 30 dias. Conforme o comprador Roderlei Lenz, quando fizeram a encomenda ainda não havia determinação sobre o resguardo das pessoas. “Estava tudo normal, achamos que seria uma Páscoa como as outras”, comenta.

Na expectativa de dias melhores, ele compara as vendas com a mesma época do ano passado e já percebe queda. “Não sabemos como serão as próximas semanas”, enfatiza.
Para essa data o mercado também irá disponibilizar do serviço de tele-entrega, assim como para compras gerais.

Queda nas vendas é inevitável

Os ovos de Páscoa foram expostos no Super Dobom nesta semana. Mesmo com a pandemia, a administração do estabelecimento decidiu colocar a exposição, porém com menos produtos. De acordo com o gerente Luiz Carlos Pilz, eles estão cientes da queda nas vendas. “Eu estimo que as vendas serão 30% menor que em 2019, isso não tem como evitar.”, lamenta.

Para reduzir o estoque de mercadorias, o Dobom diminuiu o número de marcas oferecidas durante a Páscoa. “Normalmente era uma data que movimentava o mercado.” O gerente projeta que, neste ano, os produtos mais procurados devem ser barras e caixas de chocolates. “O preço dos chocolates se manteve na média que estava no Natal”, analisa.

Pilz acrescenta que os fornecedores estão em constante comunicação e que pretendem ter algumas ações para movimentar a venda de os ovos de chocolate. “Talvez devolver para a marca, ou tentar promoções. Não sabemos certo como será”, expõe.
O mercado oferece serviço de tele-entrega para todos os produtos, inclusive da linha de Páscoa.

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