4 dicas para saber se o seu cachorro está com calor mesmo em dias nublados

Nem todo calor é visível. Enquanto nós buscamos sombra ou ligamos o ventilador, muitos tutores nem percebem que o cachorro está sofrendo com o calor — mesmo em dias nublados. Sim, aquele clima mais fechado pode enganar os olhos, mas não o corpo do animal. A sensação térmica, o nível de umidade e a própria pelagem influenciam diretamente no conforto (ou desconforto) dos pets.

Como saber se o cachorro está com calor em dias nublados

Acredite: a temperatura do ambiente nem sempre reflete o que o seu cachorro sente. E, quando ele não consegue demonstrar claramente o incômodo, o risco de hipertermia e outros problemas se torna real. Observar os sinais certos faz toda a diferença para evitar que ele sofra em silêncio.

1. Língua muito para fora e respiração acelerada

Esse é um dos primeiros sinais de alerta. Mesmo sem sol forte, se o cachorro está com a boca aberta constantemente e respira mais rápido que o normal, pode ser uma resposta natural do corpo tentando dissipar calor. Cães não suam como nós — eles liberam calor principalmente pela respiração.

Fique atento a esses sintomas mesmo dentro de casa ou em passeios curtos. Se houver umidade no ar, o organismo do animal tem ainda mais dificuldade para se resfriar, e o desconforto se intensifica.

2. Vontade de se deitar no chão frio ou azulejo

Outro indício clássico é quando o cachorro começa a procurar desesperadamente superfícies frias. Se ele evita a caminha macia e passa o dia estirado no piso gelado, mesmo que o céu esteja encoberto, pode apostar: ele está tentando regular a temperatura corporal.

É o tipo de comportamento que muitos tutores ignoram por achar que é “mania” do animal, mas, na prática, é um pedido de ajuda. O ideal é oferecer alternativas de conforto térmico, como tapetes refrescantes ou aumentar a ventilação dos ambientes.

3. Hálito mais quente e mucosas ressecadas

Você já sentiu o focinho do seu cachorro quente e seco em um dia que nem parecia tão quente assim? Pois esse é um sinal fisiológico importante. Quando o cachorro está superaquecido, o hálito se torna mais quente e as mucosas — como a língua e a gengiva — podem parecer mais secas ou avermelhadas.

Esses detalhes exigem observação de perto. Uma boa dica é sempre checar como está a hidratação do seu pet ao longo do dia. Tenha água fresca disponível e observe se ele está bebendo com frequência. Desidratação pode ser silenciosa e perigosa.

4. Comportamento irritado ou apático

O calor excessivo afeta não só o corpo do cachorro, mas também o humor. Ele pode se mostrar mais impaciente, evitando interações, ou até o oposto: ficar letárgico, deitado, sem vontade de brincar ou comer.

Esse tipo de alteração comportamental não deve ser ignorado, especialmente se vier acompanhada de outros sinais como respiração ofegante, língua muito para fora ou recusa em andar. Mesmo em dias nublados, o abafamento pode ser intenso para ele, principalmente se estiver em um ambiente mal ventilado.

A sensação térmica no mundo dos pets

Vale lembrar que a sensação térmica para o cachorro é muito diferente da nossa. Ele sente mais calor do que os humanos, especialmente raças com focinho curto, pelagem densa ou sobrepeso. Ambientes fechados, carros e cômodos mal ventilados tornam-se armadilhas térmicas até quando a temperatura externa parece amena.

Ficar atento ao comportamento do cachorro é essencial. Ele não fala, mas comunica com o corpo — e entender esses sinais é um ato de cuidado que pode evitar sérios problemas de saúde.

Como ajudar seu cachorro a se refrescar com segurança

Nem sempre o ar-condicionado é a única ou melhor solução. Existem formas simples e eficazes de refrescar seu cachorro:

  • Espalhe potes de água fresca pela casa.
  • Molhe levemente as patinhas e a barriga com pano úmido.
  • Crie um cantinho sombreado com ventilação cruzada.
  • Use brinquedos recheados congelados (como mordedores com frutas).

Essas práticas ajudam a manter a temperatura corporal do seu cachorro mais estável, mesmo quando o clima engana nossos sentidos.

Raças mais sensíveis ao calor

Nem todos os cães enfrentam o calor da mesma forma. Algumas raças são especialmente vulneráveis ao aumento de temperatura, como:

  • Pug
  • Bulldog francês e inglês
  • Shih-tzu
  • Chow chow
  • Husky siberiano

Se você tem um pet de alguma dessas raças, redobre a atenção — mesmo nos dias nublados ou aparentemente frescos. Esses cães sofrem mais com qualquer variação térmica.

Atenção aos passeios: calor do chão engana

Outro erro comum é achar que o passeio está seguro só porque o sol não está visível. Em dias nublados, o chão pode ainda estar quente do acúmulo térmico anterior. Teste com as mãos: se estiver desconfortável para você, também está para as patinhas do seu cachorro.

Evite sair entre 10h e 16h. Dê preferência para os horários mais frescos — mesmo que o céu esteja fechado.

A importância de observar o microclima

Dentro de casa, o calor pode se acumular em áreas específicas: cozinhas, corredores fechados, quartos com pouca ventilação. O cachorro pode não conseguir escapar desses ambientes se estiver sozinho. Um ventilador posicionado corretamente ou janelas abertas podem evitar que o local vire uma sauna sem que você perceba.

Quando o calor pode se tornar perigoso

Se o cachorro apresentar salivação intensa, vômito, tremores ou desmaio, leve imediatamente ao veterinário. Esses são sintomas de hipertermia grave, que pode ocorrer mesmo em dias nublados quando há abafamento intenso. Nesses casos, o tempo de resposta é essencial para salvar a vida do animal.