
Instituições alinham com o poder público municipal o desenvolvimento de cursos voltados à formação da mão de obra em determinadas áreas. No encontro, na Prefeitura de Venâncio Aires, foi elencada como prioridade a criação de qualificações nas áreas têxtil e naval. A incubadora tecnológica também esteve em pauta.
Dos cursos alinhavados, o processo mais avançado é na área têxtil. A partir de uma parceria entre o setor empresarial com o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) de Venâncio Aires, será possível oferecer um curso de 80 horas a partir do próximo ano. A expectativa é de que a qualificação profissionalizante inicie a partir de fevereiro.
“Estamos trabalhando na formalização das parcerias. A forma de seleção ainda está em estudo, como também ainda está em construção o plano de aula para ser extremamente prático”, destacou o diretor do campus de Venâncio Aires, Cristian Oliveira da Conceição. As turmas terão, no máximo, 15 alunos e as aulas serão preferencialmente à noite.
Já a partir de chancela do Centro de Formação Profissional Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Frederico Closs, é estudada a criação de um curso na área naval. “Temos uma fabricante de iates no município, mas que não consegue ampliar por falta de pessoas capacitadas”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Nilson Lehmen.
INCUBADORAS
Foi ressaltado no encontro que Venâncio Aires pode ganhar, a partir do próximo ano, duas incubadoras tecnológicas. Uma por meio de parceria entre Prefeitura e Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e uma segunda que é preparada pelo IFSul.
A incubadora tecnológica do Município é pensada para ser instalada em área da antiga Fundação Ambiental de Venâncio Aires (Favam), em Linha Ponte Queimada. Nos dois pavilhões, que somam mais de 1,2 mil metros quadrados, é estimado que até 10 empresas possam funcionar simultaneamente.
Ao mesmo tempo, o IFSul prepara a criação de sua própria rede de incubadoras e que ficarão instaladas nos campi de cada unidade. Conceição diz que a rede de incubadoras do instituto poderá atuar com empreendimentos de base tecnológica, de base tradicional, econômicos solidários e culturais.
Foto Leandro Osório/AI PMVA
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