Materiais são transportados para depósitos e utilizados entre capatazias de Mariante e Estância Nova (Foto: Júnior Posselt/Folha do Mate)
Materiais são transportados para depósitos e utilizados entre capatazias de Mariante e Estância Nova (Foto: Júnior Posselt/Folha do Mate)

Venâncio Aires - Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisp) de Venâncio Aires realiza, desde a última semana de janeiro, a retirada de cascalhos do Rio Taquari, em Linha Itaipava das Flores. O trabalho ocorre em uma área licenciada para mineração e contribui para o desassoreamento do rio.

O titular da pasta, Sid Ferreira, detalha que a operação ocorre no período do verão, quando o nível da água permite a entradas das máquinas e caminhões no leito. No local, o Município mantém licença desde 2022.
Na época, foram retiradas mais de 1 mil cargas. Em 2025, como o nível não baixou o suficiente, não foi possível realizado o trabalho. Neste ano, com a falta de chuva, caminhões e máquinas voltaram a trabalhar dentro do leito. “Em período de cheias, o nível alcança a copa das árvores. E agora estamos andando dentro do rio”, comenta.

A meta neste ano é chegar a 1,5 mil cargas de materiais retirados. “Estamos tentando fazer uma grande frente de trabalho, aproveitando os dias secos, para retirarmos o maior volume possível de material”, afirma o secretário.

Os cascalhos extraídos servem tanto para a manutenção das estradas quanto para uso em propriedades rurais. Enquanto servidores realizam a extração e transporte para depósito, as capatazias de Vila Mariante e de Vila Estância Nova destinam para recuperações de vias e da ERS-130 que, embora seja estadual, recebe trabalhos do Município há dois anos. O objetivo é estabelecer uma parceria com a Prefeitura de General Câmara para ampliar o trabalho.

Máquinas estão trabalhando no leito do rio

Demais pontos

Outros dois pontos aguardam renovação de licença para desassoreamento, sendo uma no Arroio Castelhano, em Linha Antão, na divisa com Monte Alverne, onde há parceria com a Prefeitura de Santa Cruz do Sul e em Linha Arroio Grande, nos fundos do campo da Sociedade Esportiva Palmeiras. Assim que a autorização sair, o trabalho será retomado nesses locais. No mês passado, cerca de 600 cargas foram retiradas do Arroio Sampaio, na região de Vila Teresinha.

Interferência no nível

  • O secretário Sid Ferreira detalha que em alguns momentos – como no começo e no fim do dia – o trabalho precisa ser interrompido no Rio Taquari. Seguindo a linha do que diziam os moradores mais antigos, a lua cheia, desta semana, elevou o nível do rio.
  • A explicação para o fenômeno está na força gravitacional da lua que aumenta o volume das marés e, consequentemente, interfere também no Taquari.
  • Além disso, ventos mais fortes elevaram ainda a lâmina da água, impedindo a entrada das máquinas. “Na segunda-feira, 2, o rio subiu e não deu para entrar. Na terça, 3, só conseguimos descer com as máquinas por volta das 10h, quando o nível baixou”, explica.

Parcerias

  • Segundo a Sisp, o material retirado dos cursos de água do interior de Venâncio é direcionado também para entidades do município. Uma delas é a Associação de Produtores de Arroio Grande, Olavo Bilac e Harmonia da Costa (Apagroh).
  • “Disponibilizamos materiais para colocarem em acessos, lavouras ou propriedades. É um pedido de quem cria vacas leiteiras, pois o material não machuca o casco. Então sempre tem demanda”, explica.

Situação das estradas no interior

Sid Ferreira afirma que está acompanhando as demandas apresentadas pela comunidade e vereadores sobre as más condições nas estradas do interior de Venâncio Aires. O titular da pasta explica que o período entre dezembro e janeiro é sempre o mais crítico, motivado pelo fechamento do orçamento e férias de servidores e oficinas terceirizadas.

Sid Ferreira destaca que manutenções em estradas estão sendo normalizadas (Foto: Marcos Jacobi/Terra FM)

Entre os pontos com maiores demandas, estão Centro Linha Brasil, Vila Deodoro e Vila Teresinha, que foram atingidas por chuvas. “A gente pede paciência, mas estamos retomando o trabalho de patrolamento aos poucos. Na região serrana, o terreno tem muita pedra e exige um trabalho maior, com patrolamento, colocação de material e compactação, para garantir mais efetividade”.

Área urbana

Na área central, ondulações e buracos na Osvaldo Aranha, Ruperti Filho, Voluntários da Pátria, Carlos Wagner e Armando Ruschel já foram mapeados. A Sisp aguarda a chegada de cargas de asfalto quente para os reparos. O material precisa ser aplicado em dias com temperatura acima de 30°C.

Júnior Posselt

Repórter

Acompanha assuntos voltados ao interior e à educação.

Acompanha assuntos voltados ao interior e à educação.