
Venâncio Aires - A história da Festa de São Sebastião, em Venâncio Aires, é feita de fé, mas também de ideias criativas e laços de amizade. Na 138ª edição, realizada em 2014, os casais festeiros Paulo Adriano e Jeane Fagundes, Lauro Royer e Angelita da Rosa, e Marlei e Margarete Klock, acompanhados cada um com um filho, tiveram uma ideia: adquirir e adesivar um veículo que se tornou símbolo do grupo.
Embora não fosse um veículo oficial da paróquia, uma Kombi foi financiada e mantida pelos próprios festeiros. “Visitamos todas as festas da região, inclusive fizemos uma visita ao padre Marcelo Carlesso, em Ilópolis. Foi um período de memórias incríveis e muita diversão. Após a festa, o Adriano Fagundes vendeu o veículo e encerramos o ciclo”, relembra Margarete, uma das festeiras na época.
Paralelamente à convivência nas estradas, o grupo buscou deixar um legado na cultura de Venâncio Aires. A ideia de publicar um livro sobre a história da festa partiu da historiadora Angelita da Rosa. Para viabilizar o projeto, o grupo recorreu a leis de incentivo e captação de recursos junto a apoiadores, garantindo que nenhum valor saísse dos cofres da paróquia. Em um dos momentos, eram necessários cerca de R$ 20 mil para garantir a qualidade gráfica da obra, com papel e capa dura. O festeiro Lauro Royer utilizou economias pessoais para custear a impressão.
Posteriormente, o valor da comercialização do livro ‘São Sebastião Mártir: a fé fazendo história em Venâncio Aires’ foi ressarcido com a venda dos exemplares. A obra foi entregue a patrocinadores, voluntários e comunidades como um presente dos festeiros, em reconhecimento a quem faz a festa acontecer. “Foi o nosso presente para quem faz a festa acontecer”, explica Margarete.