
Rio Grande do Sul e Venâncio Aires - O delegado Guilherme Dill concluiu e encaminhou ao Poder Judiciário, na tarde de ontem, o inquérito policial que apura a autoria e motivação do primeiro crime contra a vida praticado este ano, em Venâncio Aires. As investigações e depoimentos indicam que o jovem de 21 anos, preso na manhã de sábado, 10, é o autor da morte de João Fernando de Brito, o Macanudo, de 65 anos. A motivação, segundo o delegado, é a busca por dinheiro para a manutenção do vício do suspeito em cocaína.
O roubo seguido de morte configura o crime de latrocínio. Durante as investigações, iniciadas na manhã de sábado e concluídas ontem, foi possível apurar que o rapaz de 21 anos agiu sozinho. Ele conhecia a vítima e, por ser usuário de drogas, seguidamente ia até a casa do idoso para pedir pedir dinheiro.
Porém, na última investida (que foi na noite de quinta-feira, 8, ou madrugada da sexta-feira, 9), o suspeito matou a vítima e roubou sua carteira, onde havia documentos e a quantia de R$ 370. O corpo de Macanudo foi encontrado na manhã de sábado, 10, dentro da casa onde ele residia há anos, na localidade de Linha Cerro dos Bois. Tinha marcas de agressão e um profundo corte na garganta. Conforme a perícia dos profissionais do Instituto-Geral de Perícias (IGP), ele foi degolado.
Busca e prisão
O indivíduo de 21 anos foi preso pouco antes do meio-dia, na casa de uma irmã, na localidade de Linha Taquari Mirim. Ele dormia no sofá da sala da moradia, em um local de difícil acesso, quando foi surpreendido por agentes da Polícia Civil e policiais militares. Questionado sobre a autoria do crime, confessou e deu outros detalhes, como o local onde escondeu a arma usada para matar o idoso. O facão foi deixado ao lado da casa da vítima, foi apreendido e juntado ao inquérito policial.
Em depoimento, o réu confesso deu a sua versão sobre a motivação do latrocínio. “Ele alegou que matou porque a vítima assediava a mulher dele. Mas reunimos elementos de que ele era usuário de cocaína e vivia indo lá pedir dinheiro pra vítima”, explicou o delegado Guilherme Dill.
Sobre os R$ 370 que roubou, o indivíduo de 21 anos disse que comprou algumas mercadorias e inclusive fez salsichão assado no dia anterior à sua prisão. A carteira do idoso estava vazia e foi encontrada na casa onde ele foi preso.
O latrocínio é um crime hediondo e a sentença é proferida por um juiz, não indo a júri popular. A pena inicial é de 20 anos. Se condenado, o indivíduo de 21 anos terá que cumprir a metade da pena e alguns outros requisitos, como ter bom comportamento, para ter direito à progressão de regime.