Bruna iniciou uma nova trajetória profissional, agora na Emater em Venâncio Aires (Foto: Júlia Brandenburg/Folha do Mate)
Bruna iniciou uma nova trajetória profissional, agora na Emater em Venâncio Aires (Foto: Júlia Brandenburg/Folha do Mate)

Venâncio Aires - Desde o início do mês de novembro, Bruna Pagnussat Ferreira, 28 anos, integra a equipe da Emater-RS/Ascar de Venâncio Aires. Ela realizou o concurso público em 2023 e, depois de dois anos, foi chamada. A extensionista rural é natural de Soledade, mas sempre residiu em Fontoura Xavier. É formada em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade de Passo Fundo (UPF), concluída no final de 2022. Durante a pandemia, também realizou o curso técnico agrícola pelo Centro Profissional de Educação Técnica (CPET).

Além de ter novos colegas de trabalho e uma rotina diferente, o dia a dia agora é em uma nova cidade que ela sequer conhecia antes de ser chamada no concurso, a 120 quilômetros da casa dos pais. “A primeira vez que estive em Venâncio, já estava com todas as malas. Vim pra ficar. Gostei muito de toda a hospitalidade da cidade. As pessoas me encantaram e a forma como todos são próximos uns dos outros me cativou.”

Por aqui, Bruna também encontrou outras diferenças. “Em Fontoura Xavier, as maiores produções são milho e soja. Por aqui já percebi que o município é abundante em diversos segmentos. Nos primeiros meses vou me adaptar às demandas e sentir em qual frente me encaixo melhor. Gosto muito da parte agropecuária”, adianta.

Adaptação

Bruna é filha de Neumir Ferreira e Dorilde Pagnussat Ferreira e tinha como objetivo profissional a aprovação em um concurso público. Os tios são produtores rurais, e o gosto pela agricultura veio muito da família. “A minha mãe é professora e o meu pai tinha uma olaria. O gosto e o interesse pela área despertaram a partir dos meus tios.”

A saudade de casa já aparece no primeiro mês de adaptação, mas, conforme ela relata, volta todos os finais de semana para as casas do pai e da mãe. “Estou me saindo bem e me adaptando conforme o tempo, mas sempre que dá eu volto para matar a saudade em Fontoura Xavier.”

Comunidade

Uma das coisas que mais chamou a atenção da extensionista da Capital do Chimarrão, foi a proximidade da comunidade com o trabalho da Emater. “Nesses primeiros 30 dias já pude perceber o quanto o trabalho da Emater é importante para as pessoas. Era isso que eu queria: uma relação direta e próxima com o produtor. É um vínculo muito forte e isso é muito bom.”

Antes, Bruna trabalhava em um escritório particular, onde desenvolvia crédito rural, Promagro, e também atuou na Prefeitura da cidade prestando consultoria ambiental. “É um novo desafio, mas já deu supercerto.”

Júlia Brandenburg

Repórter

Com foco na agricultura e no interior, também atua em pautas gerais, sempre com um olhar atento para a apuração dos fatos

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