Rejane afirma que adora consumir itens produzidos na propriedade (Fotos: Júnior Posselt/Folha do Mate)
Rejane afirma que adora consumir itens produzidos na propriedade (Fotos: Júnior Posselt/Folha do Mate)

Venâncio Aires - Milho, batata-doce, melancia, batatinha, amendoim, aipim, moranguinhos, grande variedade de árvores frutíferas. Tudo isso e muitas outras variedades de hortaliças e frutas podem ser encontradas na propriedade da família de Rejane e Luis Osterreich, de Linha Brasil, que residem nas proximidades da divisa com Linha Cecília. Além da produção do tabaco, que é a fonte de renda principal, outras cultivares diversificam a rotina da família, levando ao paladar alimentos produzidos com a própria dedicação e cuidado.

A responsável por cuidar do quintal e das plantações é Rejane. Nos últimos dias, ela se dedicou na colheita dos pés de feijão. Depois de colhidos, eles precisam ser secados ao sol e, ainda, debulhados e peneirados. “Dá bastante serviço, mas é muito bom”, afirma. No almoço e na janta, sempre fica garantido o feijão cozinhado na panela de ferro em um fogão a lenha. “Eu acho que dá um gosto melhor, um sabor único para a comida”, explica.

O plantio ocorreu em meados de setembro e a colheita iniciou um pouco antes do Natal. Sobre a qualidade, Rejane observa que o feijão se desenvolveu melhor na comparação com a safra do ano passado. “Plantei cerca de um quilo este ano e vingou bastante”, comemora. Os quilos que sobram, ela compartilha com os filhos ou comercializa.

A rotina na roça também é direcionada ao cuidado com diversos pés de flores espalhados pelo pátio. “Adoro trabalhar com a terra”, diz.

Farinha

Buscando incorporar ainda mais alimentos produzidos na propriedade ao cardápio da família, Rejane retomou, para subsistência, a produção de farinha de milho. Para isso, ela plantou milho branco – que não é amarelo, como o milho comum – e voltado para produzir farinha. “Antigamente já tinha tentado com milho comum”, diz. É preciso colher o milho, debulhar, limpar e triturar. Depois do trabalho artesanal, poder ser utilizado para bolos, pães e cucas, por exemplo. “Eu acho que é diferente, dá um gosto bom”, descreve.

Agricultora retomou produção de farinha de milho
Júnior Posselt

Repórter

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