Mais que trabalho, a profissão de motorista é marcada por situações divertidas e arriscadas. é quando muitos tem ao lado o padroeiro São Cristóvão. Em Venâncio Aires, um entre tantos devotos é Elígio Weschenfelder, que em 24 anos percorrendo estradas Brasil afora, por duas vezes teve apoio do santo para agora poder contar estas histórias.
Hoje com 44 anos, logo nos primeiros anos no ramo – na década de 90 – soube da importância de ter a proteção do padroeiro da categoria. Aos 22 anos de idade, com um caminhão Mercedes Benz 1113 nas mãos do antigo Expresso Cruzador (onde começou na área), Elígio teve o primeiro ‘‘sufoco’’ e tudo quilômetros distantes do Rio Grande do Sul.
O caminhoneiro fazia o trajeto Rio de Janeiro/Assunção no Paraguai, com uma carga de 14 mil quilos de pneus Michelin. “Quando passei por São Paulo, para descer a Serra do Cafezal, ou serra do 90 como alguns chamam por ficar a 90 km da capital, até pela falta de experiência deixei o caminhão correr curva abaixo e já começava a escurecer”, recorda Elígio.

O perigo
Esse era o início de uma jornada assustadora e que dava sinais justamente na estrada, pois Elígio (conhecido pelo apelido de Mochila) percebeu que muitos começavam a fazer sinal de luz para ele.
“E quando olhei para trás havia uma fumaceira no rodado, quase pegando fogo. E não tinha para onde levar o caminhão. De um lado era só paredão de pedras e do outro perau abaixo.”
Foi quando, sem saber mais o que fazer, o jovem estradeiro começou a chamar por São Cristóvão pedindo proteção. “Eu estava entre o para e anda, quando surgiu o acostamento e joguei o caminhão pra lá. No local tinha quatro cepos do lado da estrada para calçar o caminhão. Então ali esperei algumas horas pra esfriar os freios e me recuperar do susto”, lembra Elígio.
E daquele momento em diante, a devoção só aumentou, pois nada tira dele a crença de que foi o padroeiro o responsável por lhe ajudar em um momento de dificuldade e surgir justamente naquele local, com os cepos a disposição para calçar o caminhão.
A segunda história você confere na edição impressa do jornal Folha do Mate.