Júnior Posselt acompanhou o preparo da galinhada do Bastião (Foto: Arquivo pessoal)
Júnior Posselt acompanhou o preparo da galinhada do Bastião (Foto: Arquivo pessoal)

Dificilmente alguém que é de fora de Venâncio Aires vai entender a grandiosidade da Festa de São Sebastião Mártir como quem é daqui. Ela está na lista das coisas que fazem parte da história dos venâncio-airenses e que têm um sentido especial pra quem é daqui — como tomar chimarrão no gramado da igreja, comer o xis do Ilgo ou aparecer na Folha do Mate. É tão especial que tem até apelido carinhoso: é a Festa do Bastião.

Católicos, luteranos ou espíritas; moradores dos bairros e do interior; patrões e empregados; jovens e idosos. A Festa do Bastião tem lugar para todos. Se o foco principal é na parte religiosa, outros tantos atrativos mobilizam a comunidade há 150 anos nos dias próximos ao 20 de janeiro.

No pavilhão, sob o calor intenso, com o gostinho do pastel ‘santo’, degustando um prato de galinhada, com um número da ação entre amigos em mãos, dançando ao som das bandinhas ou participando das missas e da procissão, ao som de ‘Viva, São Sebastião’, gerações renovam mais do que a fé no padroeiro do município: fortalecem tradições, consolidam histórias e criam memórias.

Uma festa tipicamente venâncio-airense que carrega como marca uma das características mais bonitas daqui: o voluntariado. São cerca de 400 pessoas que, direta ou indiretamente, fazem o evento acontecer. Nessa história de um século e meio, esse envolvimento comunitário e a fé no santo padroeiro da cidade seguem firmes, embora muita mudança e evolução tenham acontecido ao longo do tempo.

Nos últimos 50 anos, essa história foi registrada nas páginas do jornal — que começou as atividades, inclusive, em uma sala da paróquia São Sebastião Mártir. Neste ano, mais do que nunca, o Grupo Folha do Mate reafirmou sua parceria com a comunidade, com presença intensa e uma cobertura multiplataforma da festa. Uma série de reportagens no jornal, seção especial no portal folhadomate.com, com todos os conteúdos relacionados, uma série de entrevistas, programas ao vivo direto do pavilhão, pela rádio Terra 105.1 FM, com presença da Unidade Móvel, além da promoção de shows que integraram a programação.

O repórter Júnior Posselt foi responsável pela produção de grande parte dos conteúdos. A fim de registrar os detalhes, as peculiaridades e histórias especiais da 150ª edição da festa, ele conversou com dezenas de pessoas, desde as semanas que antecederam o evento, e ‘bateu o cartão’ no pavilhão, durante os dias de festa, para mostrar os bastidores do preparo do famoso pastel, da galinhada e das cucas. Acompanhou missas, carreata e procissão. Consultou livros, registros e jornais antigos. Ouviu voluntários, ex-festeiros, padres e devotos. O resultado foi um retrato da festa de 2026, que ficará para os próximos anos. Um trabalho que uniu dedicação, amor e profissionalismo e que também vira história.

Justamente por isso, Júnior encarou com grande responsabilidade a tarefa de ser o ‘repórter do Bastião’ em 2026. “Foi emocionante ouvir tantos relatos de pessoas com histórias ligadas à Festa de São Sebastião. Para quem está fora dos pavilhões é difícil ter a dimensão de tudo. É uma grande responsabilidade, em um grande trabalho voluntário”, afirmou Júnior, que registrou a foto acima, enquanto acompanhava a preparação da galinhada.

Juliana Bencke

Editora de Cadernos

Responsável por coordenar as publicações especiais, considera o jornalismo uma ferramenta de desenvolvimento da comunidade.

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