Foi assinado no sábado, 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, criando a maior área de livre comércio do mundo, com um mercado de 700 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões, maior que os US$ 19 trilhões da China e só menor que os US$ 30 trilhões dos Estados Unidos.
O acordo prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio entre os blocos. Ele estabelece regras para produtos industriais e agrícolas. Mas, o tratado ainda precisa passar pela aprovação dos parlamentos do Mercosul e da União Europeia para entrar em vigor.
O Brasil responde por mais de 82% das importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco para a União Europeia. Mas, lamentavelmente, o presidente Lula fez ‘beiço’ e não foi ao Paraguai para a assinatura. Estavam lá os presidentes Santiago Peña, do Paraguai; Javier Milei, da Argentina; e Yamandú Orsi, do Uruguai.
Pelo Brasil foi o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula queria assinar o acordo no dia 20 de dezembro do ano passado, em Foz do Iguaçu, ainda na sua gestão do Mercosul, mas os europeus, especialmente a primeira ministra italiana, Georgia Meloni, adiaram para janeiro, com o Paraguai na gestão do Mercosul. Pela União Europeia estiveram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
O acordo vai abrir novas perspectivas para produtos brasileiros na Europa, como carnes, soja, arroz, café, tabaco e produtos industriais. E vai abrir portas para produtos europeus no Mercosul, como carros, vinhos, lácteos. A indústria e o agro vão se adequar a esta nova realidade nas próximas décadas, que vai oferecer oportunidades e ameaças.
Notinhas
Presidente do PP gaúcho, deputado federal Covatti Filho, convocou reunião do diretório estadual para hoje. O assunto será tratar da definição do partido para a eleição. Covatti defende aliança com o PL, onde o PP oferece nome de vice para o pré-candidato a governador Luciano Zucco. E o nome defendido por Covatti é o da deputada Silvana Covatti, sua mãe. A ala histórica do partido se levantou e contesta. O ex-governador Jair Soares, o presidente emérito Celso Bernardi, o senador Luiz Carlos Heinze, deputados federais e estaduais querem candidatura própria do PP ao Piratini e o nome apontado é do deputado Ernani Polo.
A 150ª Festa de São Sebastião Mártir, padroeiro do município, iniciada na noite de sexta no Centro de Eventos, encerra hoje, no feriado de 20 de janeiro. Vai ter a procissão do santo pelas ruas centrais da cidade, depois da missa campal das 17h. Vai ter apresentação dos novos festeiros para 2027 à noite e as 22h o sorteio da ação entre amigos. O presidente da Paróquia, Elmo Fengler, já adiantou que a festa está batendo recordes de consumo de galinhada e pastel, a dupla gastronômica do Bastião que se torna cada vez mais popular.
Do X
Folha S. Paulo: Governo vai criar 78.674 novas vagas e preencher 85.128 cargos federais em 2026
Veja: Lavanderia da roubalheira no INSS tem borracharia e até funerária
O Globo: ‘Emenda família’ une esquerda, direita e Centrão e inclui ONGs que subcontratam parentes de sócios
CNN: Frente pró-Master é a mesma que enterrou a Operação Lava Jato
Estadão: Cunhado de Vorcaro está por trás de fundo que comprou a participação da família Toffoli em resort
Revista Oeste: Transparência Internacional cobra afastamento de Toffoli do caso Master