Na série de entrevistas que o Grupo Folha do Mate está realizando neste mês de janeiro com os principais pré-candidatos a governador, nesta semana a entrevistada foi Juliana Brizola, pré-candidata ao Piratini pelo PDT. Ela falou com Leticia Wacholz no Folha 105 – 1ª Edição, na quinta, 22, entrevista que está na íntegra no portal folhadomate.com e na edição de hoje tem reportagem no impresso. Antes de Juliana foram entrevistados Edegar Pretto PT), Luciano Zucco (PL). Depois de Juliana ainda vamos entrevistar o vice-governador Gabriel Souza, pré-candidato pelo MDB. São os quatro nomes que tem alcançado dois dígitos nas pesquisas pré-eleitorais.
Juliana, 50 anos, é advogada e tem uma vasta vida pública. Ela é neta de Leonel Brizola, governador gaúcho que se exilou no Uruguai, na ditadura militar no Brasil. Juliana tinha três anos. Em 1982, com a anistia, Brizola foi candidato e se elegeu govenador do Rio de Janeiro. Depois foi candidato a presidente em 1989, quando ficou em terceiro lugar com 16,51% dos votos, colado em Lula, que fez 17,19%. Collor de Melo fez 30,48%, que no segundo turno se elegeu Presidente. Foi candidato em 1994, com votação decepcionante, quando FHC se elegeu, vencendo Lula. E em 1998 foi vice de Lula, quando a dupla esteve em Venâncio. FHC se reelegeu.

Juliana se mudou para Porto Alegre, onde se elegeu vereadora mais votada em 2008, iniciando uma carreira onde disputou oito eleições. Em 2010 se elegeu deputada estadual, em 2014 ficou na suplência, mas assumiu. Em 2016 concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre com Sebastião Melo (MDB). Em 2018 se elegeu estadual. Em 2020 concorreu a prefeita na capital. Em 2022 concorreu a deputada federal e ficou na suplência. Em 2024 concorreu novamente à prefeita da capital e ficou em terceiro com 16,9% dos votos.
Para 2026, Juliana disse na entrevista, que se preparava para concorrer a deputada federal novamente. Mas, nas pesquisas de diversos institutos para governador, desde o início de 2025, Juliana desponta entre os três primeiros, ao lado de Luciano Zucco (PL) e Edegar Pretto (PT) e a frente de Gabriel Souza (MDB). Isso fez o partido mudar o foco apostar em Juliana para o Piratini. O grande debate é sobre coligações. O PT já manifestou que quer ter Juliana como vice de Edegar Pretto, unindo a esquerda. Nesta semana Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, esteve em Porto Alegre, e disse que Juliana é pré-candidata a governadora e que isso é inegociável e ela confirmou isso na entrevista aqui. Lupi disse que pretende convencer o PT a indicar um vice para Juliana em chapa de esquerda, como negociação pelo apoio do PDT à Lula.
Como o PDT integra o governo do Estado de Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB) contar com apoio deste bloco de centro, numa disputa que vai ter Zucco pela direita e Pretto pela esquerda, é outra opção do PDT. Este é o jogo do xadrez político que está sendo jogado no estado com influência da eleição nacional.
Na entrevista, Juliana elegeu a educação como bandeira de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, seguindo o seu avô Leonel Brizola, que foi governador gaúcho e carioca, e apostava que só investindo forte em educação se pode mudar a realidade de um país.
Obras de duplicação da RSC-287 avançam

A concessão da RSC-287 por 30 anos, teve a empresa espanhola Sacyr como vencedora da licitação, com o compromisso de duplicar os 204 km da rodovia, da BR-386, em Tabai até Santa Maria, ligando a região metropolitana com o centro do estado. A Rota Santa Maria, empresa criada pela Sacyr para gerir a concessão, teve o percalço da enchente de maio de 2024, que além de atrasar o projeto, ainda provocou grandes danos com interrupção da estrada em vários pontos. Só em Venâncio foram quatro pontos onde a água do rio Taquari abriu crateras na estrada interrompendo o trânsito e exigindo construção de desvios para retomar o fluxo de trânsito.
E mnesmo assim a duplicação anda. O trecho urbano de Santa Cruz foi o primeiro a ser concluído. Nesta semana, com a presença do governador Eduardo Leite (PSD), foram entregues 6 km duplicados em Tabaí, a partir da BR-386, se aproximando do trevo de Taquari. Dali são mais 19 km até a ponte do Mariante e mais 23 km até o trevo de Venâncio. A grande expectativa é pela duplicação do trecho de Mariante, onde existem os desvios, que terão pontes secas para garantir escoamento de água das enchentes do Taquari, obras que devem iniciar em breve, incluindo a construção da segunda ponte sobre o rio.
Quem trafega pela rodovia vê a cada dia máquinas e homens trabalhando, no preparo do terreno para a duplicação, onde as galerias para escoamento de água já foram instaladas. A duplicação avança. Talvez não na velocidade que as comunidades esperam, mas dentro de contratos firmados com o governo do Estado.
Visita do amigo alemão
No sábado, 17, esteve em Venâncio para participar da festa do Bastião, Johannes Marschke, alemão da cidade de Doberlug-Kirchhain, no sul do estado de Brandenburgo, na Alemanha. Ele veio de Santa Cruz, acompanhado do professor Nasário Bohnen, e do advogado Rafael Gessinger, que foi presidente da Comissão do Bicentenário da Imigração Alemã no RS em 2024.
Johannes, que é gerente de supermercado aposentado, visita a região desde 2005, quando esteve pelas primeira vez em Venâncio também. Na visita à Festa do Bastião ele provou o famoso pastel da festa e participou do programa A Hora do Pigue, na Terra FM, falando o alemão.
Conheci Johannes em 2019, quando ele esteve em Venâncio. Conversando sobre imigração dos Klafke na época, ele me disse que conhecia a região de onde veio a família em 1852 para o Brasil, no nordeste da então Prússia, hoje Polônia. A minha família veio da região da Varmia, das então vilas de Melsak, hoje Pieniezno, Peterswald, hoje Piotrowiec, e Tolksdorf, hoje Tolkowiec. Johannes mostrou fotos de uma casa de Franz Klawki (a forma original do sobrenome) que está lá em Pieniezno até hoje, reconstruída depois de ter ser destruída na segunda guerra mundial, ao sul de Braniewo, que era Braunsberg até 1945.
Os Klawki são eslavos sorábios que viviam na região da Lusácia, entre os rios Oder e Elba, entre as atuais cidades de Cotbus e Bautzen, ao sul de Berlin, no estado de Brandenburgo, de onde migraram em 1450 para a Vármia, na Prússia. Em 1852 imigraram para o sul do Brasil, primeiro para Boa Vista, em Santa Cruz e depois Rincão del Rey, em Rio Pardo, de onde se espalharam pelo país. Os Klawki também imigraram para os Estados Unidos, no estado de Wisconsin.

Os shows do Bastião
Na semana que passou circulou uma informação digital de que a Prefeitura de Venâncio teria repassado um recurso de R$ 70 mil para cultura, sem mencionar para quem. Foram feitas ilações, acusações, sem ouvir o contra ponto. Perguntei ao prefeito Jarbas da Rosa (PDT) sobre e ele me disse que foi recurso destinado como contribuição cultural do Município para a 150ª Festa de São Sebastião, para custear os shows musicais, que foram contratados pelsa festa, com intermediação de rádios locais como forma de reduzir o valor cobrado. As rádios não receberam nada. É preciso ter responsabilidade com a informação.
Do X
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