O mundo das criptomoedas: ativos populares e grandes fortunas

Conteúdo produzido por Rodrigo Carlos


Saiba mais sobre as moedas que desafiam o status quo, a ascensão do XRP e os grandes nomes do universo cripto. Em 2024, a Forbes lançou uma lista com as 22 pessoas mais ricas do mundo dentro do mercado de criptomoedas. É claro que, em primeiro lugar, temos a organização ou pessoa (ninguém sabe dizer ao certo) fundadora do Bitcoin, conhecida por Satoshi Nakamoto. Essa figura enigmática, cuja carteira digital permanece intocada há mais de 15 anos, representa a pureza ideológica do setor: uma riqueza que não pode ser confiscada, censurada ou diluída.

Entre muitas baleias anônimas (investidores que detêm grande parte de ativos), estão nomes que construíram a infraestrutura deste mercado, como:

  • Changpeng Zhao, fundador da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo;
  • Giancarlo Devasini, CFO da Tether, gigante das stablecoins;
  • Michael Saylor, fundador da MicroStrategy e evangelista do Bitcoin.

Em um mercado altamente volátil e descentralizado, as possibilidades se tornam enormes, bem como seus riscos. O que não podemos negar é que o mundo das criptomoedas está construindo cada vez mais fortunas e mudando a forma como interagimos com o “dinheiro”.

XRP: O gigante dos pagamentos que desafia o sistema

Enquanto o Bitcoin se consolidou como reserva de valor, outros ativos buscaram resolver problemas práticos do sistema financeiro. Seria impossível falar de relevância de mercado sem dedicar um capítulo à parte para o XRP. Frequentemente polarizador, mas inegavelmente robusto, o XRP (token nativo da XRP Ledger) trilhou um caminho focado na eficiência das remessas internacionais. É notável como, nos últimos dois anos, o par xrp dolar ganhou tanto em popularidade como em preço, impulsionado por uma vitória regulatória histórica nos Estados Unidos. Após anos de batalha judicial com a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), a clareza jurídica obtida permitiu que o ativo fosse reintegrado às grandes bolsas e voltasse a ser testado por instituições financeiras.

Por que o XRP é diferente? Ao contrário do sistema SWIFT bancário, que pode levar dias para liquidar uma transação internacional com taxas elevadas, a XRP Ledger liquida transações em 3 a 5 segundos, com custos de frações de centavo. Essa utilidade prática, conhecida como Liquidez Sob Demanda (ODL), atraiu parcerias estratégicas em corredores de remessas na Ásia, Oriente Médio e América Latina. Em 2025, o XRP posiciona-se como uma “moeda-ponte” neutra para o novo sistema financeiro global.

Ethereum: A espinha dorsal da internet descentralizada

Logo após o Bitcoin e competindo em relevância tecnológica, temos o Ethereum. Ele surgiu em 2015 e foi criado por Vitalik Buterin, um jovem programador russo-canadense. Vitalik tem uma fortuna de criptomoedas estimada em mais de US$ 1 bilhão, mas atua mais como um líder filosófico do que empresarial.

O curioso em relação a essa moeda é que o maior detentor individual conhecido não é Vitalik, mas Rain Lohmus, um banqueiro da Estônia que admitiu recentemente ter perdido o acesso à sua carteira de ETH — uma fortuna incalculável “presa” para sempre na blockchain. Outro caso famoso envolvendo Buterin foi a sua relação com a moeda Shiba Inu (SHIB): ao receber 50% do fornecimento total como uma jogada de marketing dos criadores, ele doou a maior parte para caridade e queimou (destruiu) 90% do restante, provando seu desinteresse pela acumulação desmedida.

Como funciona o Ethereum Conhecido por revolucionar o mercado ao introduzir contratos inteligentes, o Ethereum é a base das finanças descentralizadas (DeFi) e dos aplicativos descentralizados (DApps). Diferente do Bitcoin, que foca em transações de valor, o Ethereum funciona como uma plataforma programável mundial. É também a base para a maioria dos NFTs (tokens não fungíveis). Em 2025, a rede colhe os frutos da atualização “Prague-Dencun” (implementada no final de 2024), que reduziu drasticamente os custos de transação nas suas camadas secundárias (Layer 2), tornando a rede acessível para o uso em massa.

Outras moedas digitais que têm destaque

A Binance Coin (BNB) Apoiada pela exchange Binance, é um dos tokens de utilidade mais populares do mundo. É utilizada para pagar taxas de negociação com desconto e alimentar a BNB Chain. O BNB representa um modelo de negócio diferente: seu valor deriva diretamente da atividade e dos benefícios dentro do maior ecossistema de corretagem do planeta.

A Solana (SOL) Uma blockchain independente que tem ganhado destaque pela alta velocidade e pelas taxas baixas, tornando-se uma das plataformas preferidas para desenvolvedores de aplicativos escaláveis. A história da Solana em 2025 é a de uma fênix: após ser duramente afetada pelo colapso de parceiros em 2022, a rede provou ser resiliente, consolidando-se como líder em nichos de varejo e infraestrutura descentralizada (DePIN).

Olhando para este panorama, fica claro que o mercado cripto deixou de ser um monólito focado apenas no Bitcoin. Temos ativos de reserva, plataformas de contratos inteligentes como o Ethereum e infraestruturas de pagamento bancário como o XRP.

As grandes fortunas de amanhã não serão feitas apenas apostando na especulação, mas identificando qual tecnologia resolve melhor os problemas reais de um mundo cada vez mais digital. A diversificação e o entendimento da utilidade de cada moeda tornaram-se as chaves para navegar neste novo oceano financeiro.


Atenção: Este artigo possui caráter meramente informativo e educacional. Criptomoedas são ativos digitais de alto risco e volatilidade. O investimento neste mercado não é recomendado sem a devida pesquisa e consulta a um profissional de finanças qualificado. Este portal não oferece consultoria de investimento e não se responsabiliza por perdas ou ganhos decorrentes das decisões do leitor.