Que 2015 foi um ano e tanto para a causa feminista, a gente não tem dúvidas, não é mesmo? Por todos os lugares do mundo, as mulheres compraram a briga e, seja firmando sua posição dentro da própria família, seja usando a internet para se manifestar, mostraram a importância de serem respeitadas. O próprio Tudo & Todas trouxe na seção RespeitAme diversas dessas discussões.
Para a equipe do Think Olga, iniciativa cujo objetivo é criar conteúdo que reflita a complexidade das mulheres e as trate com a seriedade que pessoas capazes de definir os rumos do mundo merecem, 2015 se encerrou conhecido como o ano da primavera das mulheres. Iniciou com o #AskHer more no Oscar, de Reese Whisterpoon, e terminou com o #MeuAmigoSecreto, mencionada mais de 170 mil vezes somente no Twitter.
A internet, aliás, foi um dos campos de batalha do feminismo no ano. Por meio de campanhas, hashtags, denúncias e respostas espertas a machismos em geral o movimento se popularizou na rede e mostrou como pode se fazer presente no dia a dia das mulheres.
No infográfico criado pela Think Olga em parceria com a Ideal H+K Strategies estão os principais números desse movimento na internet. São dados que impressionam pela grandeza e frequência de ocasiões durante o ano em que o feminismo foi notícia e gerou burburinho na rede.

>> Veja o infográfico completo clicando aqui.
Para Juliana de Faria, jornalista e fundadora do Think Olga, 2015 foi um ano catártico:
é possível olhar para parte desses números e enxergar a misoginia intrínseca à nossa sociedade. Mas é possível também ter outro olhar, o de mudança e transformação. Se enxergamos hoje a gravidade do primeiro assédio, é porque houve um despertar coletivo, coragem e resistência feminina para jogar luz em um problema que sempre existiu, mas estava debaixo dos panos. Era encarado como questão de menor importância. E esse passo importante foi tomado graças à coletividade, à colaboração. A internet é uma ferramenta poderosa de movimentação e transformação, mas principalmente de união. De conectar mulheres diferentes, em locais diferentes, com backgrounds diferentes, mas com histórias, traumas, medos e sonhos iguais. E é isso que esse infográfico mostra.”