No dia 1º de janeiro, os Estados Unidos se tornou um lugar melhor. Isso porque, nesse dia, o FBI (Agência Federal de Investigação) se propôs a investigar incidentes de violência contra animais, assim como apura investigações de incêndios criminosos, agressões e assassinatos. Dessa forma, colocando-os na categoria de crimes graves, como homicídios e tráfico de drogas.
A medida foi tomada a partir de uma parceria entre o FBI e a agência norte-americana Animal Welfare Institute, com a premissa de que a crueldade contra os animais é um indicador de violência criminosa. Além disso, a psicóloga especializada em direitos dos animais, Mary Lou Randour, foi uma peça chave para convencer o FBI a mudar sua posição em relação ao abuso de animais.
Os maus tratos relacionados a animais farão parte da base de dados National Incident-Based Reporting System (NIBRS), utilizada por várias agências dos EUA, inclusive o FBI, e, ali, serão mantidas informações diversas, como local e natureza dos crimes, além de suspeitos, armas utilizadas e outros detalhes. Ainda, serão investigados casos como abuso sexual contra animais, rinhas de cães e de galos e outros tipos de violência.
“O FBI passará a investigar crimes contra os animais da mesma forma como investiga crimes de ódio e de outras categorias importantes. Nunca mais os casos de extrema violência serão incluídos na categoria de ‘outros crimes’ só porque as vítimas são animais”, declara o presidente da The Humane Society of the United States, Wayne Pacelle.
