Com frequência, vemos gente questionando sobre as manifestações em favor das liberdades e direitos das relações homoafetivas:

Você coloriu sua fotinho, mas e se o seu filho fosse homossexual, como você reagiria?

Você fala em respeito pelas diferenças, mas e se fosse o seu filho?

Não colori minha foto. E não acho que precise justificar. Respeito a liberdade e o que isso representa para quem o fez.

Respeito as pessoas e suas opções. Respeito suas cores, seus credos, suas histórias. E delas espero o mesmo.

Engraçado é pensar que os mesmos que ficam questionando, nunca se preocuparam, nem sequer perguntaram:

– E se o seu filho se transformar num homem grosseiro?- E se ele for mal-educado no trânsito?- E se ele agredir uma mulher? – E se ele compartilhar fotos nuas com amigos e contatos de redes sociais?- E se ele trair?- E se ele for um galinha heterossexual?- E se ele usar drogas?- E se ele aceitar propina?- E se desviar dinheiro da saúde ou da educação?- E se ele se tornar um político corrupto?- E se ele colocar soda cáustica no leite?

Convenhamos. Há tanta coisa para me preocupar. Quero que meus filhos sejam eles mesmos. Quero estar ao lado deles dia após dia. Sobretudo, que sejam homens do bem. Educados e gentis. Que respeitem e sejam respeitados. Que façam bem ao mundo e sejam felizes. Não está ótimo assim?

Do fundo do meu coração, era só isso que queria e esperaria da humanidade. Que fosse constituída por pessoas de bem, que agissem para o bem. Deus, com certeza, aplaudiria suas escolhas.